quinta-feira, 7 de junho de 2012

 

Louvor e Adoração


Louvor e adoração são duas coisas distintas, e objeto de uma confusão tremenda no meio evangélico. Como sempre coloco, há uma ignorância muito grande acerca de Deus na Igreja. Os participantes de nossas igrejas (inclusive muitos Obreiros e cooperadores) têm pouco conhecimento acerca do Deus a quem dizem servir (não que eu tenha muito). Daí porque há um grande número de Obreiros consagrados que acabam por abandonar a Obra ou a Casa do Senhor.
O Louvor foi elevado a condição de MINISTÉRIO, juntamente com a Adoração. O(a) amado(a) leitor(a) já ouviu falar do Ministério de Louvor e Adoração? É tratado como se fosse uma coisa autônoma e independente dentro da Igreja. Isto não corresponde, a meu ver, à melhor interpretação das Sagradas Escrituras.
Comecemos pelo CONCEITO de louvor. O que é LOUVOR? Normalmente o louvor é associado a cânticos, músicas, melodias. Assim, é comum que os "Ministros de Louvor" sejam os músicos, os cantores, os instrumentistas. Estes, normalmente, acreditam que o louvor (isto é, a parte musical) é a parte mais importante do culto, e reclamam do pouco tempo e importância que a ele se dá. Mais: acreditam que o louvor seria o mais importante pilar de uma igreja.
O louvor, o sacrifício de louvor, de acordo com a própria Bíblia, é o fruto dos lábios que confessam o nome de Jesus (Heb.13:15).
A música sempre teve um papel importantíssimo na cultura humana. E, reconheça-se, ela tem o poder de mudar o estado de espírito de uma pessoa. Isto é, uma pessoa triste pode ficar alegre cantando. E esta tem sido, infelizmente, a forma como o louvor tem sido encarado e praticado em nossas igrejas. Não que isso seja uma coisa ruim. Em absoluto. Mas esta não é a finalidade bíblica e espiritual do louvor, enquanto música e canto.
Em Tiago 5:13 lemos:
"está aflito alguém entre vós? Ore. Está alguém contente? Cante louvores". Tiago 5.13
Isto é, o louvor é produto, é resultado, é conseqüência. E não fundamento, origem, pilar, base, esteio.
Lendo-se o livro de Salmos, vemos que os louvores têm sempre um FUNDAMENTO, uma CAUSA. Tipo:
"Rendei graças ao Senhor PORQUE Ele é bom" (Sl.136:1)
ou o cântico de Moisés e o povo em Êxodo 15 (recomendaria que lesse).

Não sei, como sempre, se estou conseguindo ser claro o suficiente....
O louvor precisa vir do interior, da alma do cristão. Quando as pessoas começam a cantar hinos e cânticos de louvor que foram gravados por outrem, que viveu experiências fortes e marcantes com o Senhor, mas sem que isso venha do interior, da alma, está se utilizando da música, da melodia, da expressão cantada da mesma forma como os ímpios se utilizam da música nos bares, nas boates, nas festas e nas casas de dança. Em outras palavras: quando as pessoas tristes, magoadas, angustiadas vão às igrejas, e se alegram com os cânticos, e se deixam conduzir pelas emoções produzidas pelos louvores, SEM antes consertar o altar (I Reis 18:30), o louvor cantado estará tendo a mesma serventia da música nos bares para quem estava triste. Seu efeito é passageiro, transitório. O louvor tem que fluir de dentro para fora, e não o contrário.
Repita-se: o louvor é fruto, é produto, é conseqüência do que o Senhor Deus fez (e faz) por nós. E não o fundamento de uma vida cristã.
O Senhor tem feito maravilhas na vida do(a) amado(a) leitor(a)? Então cante louvores. Se não tem, então, primeiro, conserte o altar (Atos 15:16). E então o seu louvor será puro e verdadeiro (Isaías 30).

Parte 2

Estamos falando (escrevendo) sobre louvor e adoração. Na primeira parte, lamentavelmente, fizemos apenas algumas pequenas considerações sobre o louvor. Na presente, lamentavelmente, pretendemos fazer apenas mais algumas pequenas considerações sobre a adoração. Não posso falar (escrever) muito, sob pena de não ter leitores.
Dito isto, podemos prosseguir.
A palavra "adorar" tem diferentes significados e sentidos, de acordo com o contexto em que são colocadas. Tipo: "adoro peixe defumado"; "Rodolfo Valentino foi um ídolo adorado"; ou
"Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal; sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia." (Apo.19:10).

Vamos tentar falar sobre adoração, no sentido bíblico, e não no sentido coloquial ou gramatical da palavra.
Adoração, conforme já colocado, não se confunde com louvor. São duas coisas distintas, muito embora essa distinção não seja do conhecimento da maioria dos participantes da igreja. Enquanto que o louvor é
"fruto de lábios que confessam o nome de Jesus" (Heb.13:15)
a adoração não precisa de motivos.

Vou ver se consigo ser mais compreensível. Não existe amor à primeira vista. Existe paixão à primeira vista. Precisamos aprender a amar as pessoas. Elas precisam cativar nosso amor. Nós precisamos cativar seu amor. Mas há certas pessoas que não precisam fazer nada para que as amemos. Nós as amamos simplesmente pelo que elas são: nossos filhos. Nossos filhos não fizeram nada para que os amássemos. E nós os amamos pelo simples fato de serem nossos filhos. Quem tem filhos e os ama entende o que quero dizer.
Por que amamos nossos filhos desde antes de nascerem? Não sei. Não há explicação. Ao contrario das demais pessoas que precisam cativar nosso amor, o amor pelos filhos nasce com eles. Aliás, já existe antes mesmo que nasçam (mas nós temos que cativar o amor de nossos filhos).
Assim também deve ser a adoração. Não precisa de motivos, de fundamentos. Deus não precisa fazer nada para que O adoremos. Senão não é adoração. É louvor.
Para que um cristão comece a ADORAR a Deus, precisa ter comunhão, conhecimento, contato, ligação com Deus. Se assim não for, estaremos na mesma adoração dos habitantes de Atenas (Atos 17).
Adorar a Deus é reconhecer e confessar a sua glória, o seu poder, a sua majestade, a sua magnifência, não importando o que Ele faça ou deixe de fazer. A adoração é pelo que Deus é.
Na adoração, nos humilhamos diante de Deus, reconhecemos e exaltamos a glória, majestade e poder. Às vezes mesmo sem palavras.
Na adoração nada se pede, nada se reivindica, nada se agradece. Apenas se exalta, se glorifica ao Senhor nosso Deus. Apenas... se adora, e se alegra pela simples presença de Deus.
"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos." (Hab.3:17-19)

terça-feira, 5 de junho de 2012


A Natureza da Verdadeira Adoração

por

Rev. Geoffrey Thomas



1. A verdadeira adoração é prestada a Deus somente por aqueles que nasceram do Espírito de Deus. “Aquele que é nascido da carne, é carne”, disse Jesus, e, portanto, toda assim chamada adoração feita por pecadores não regenerados é carnal. Somente um coração regenerado pode cantar a nova canção (Salmo 40:3).
2. A verdadeira adoração só pode ser realizada através do Espírito Santo, “Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito”, disse Jesus, e, portanto, unicamente através da iluminação que o Espírito concede a nossas mentes, e os sentimentos dela produzidos em nossos corações é que a nossa adoração pode ser edificante para nós e agradável a Deus. Os dons de liderança concedidos pelo Espírito a pastores e mestres são uma parte essencial da adoração pública.
3. A verdadeira adoração é estruturada pelas Escrituras. “Os verdadeiros adoradores adoram...em verdade”, disse Jesus. A Bíblia nos revela o Deus a Quem devemos adorar e como devemos fazê-lo: “com reverência e santo temor”. As Escrituras produzem a atmosfera e fornecem os temas, as orações, os louvores e a pregação. Dessa forma, possuímos um padrão para conhecer o que é certo e o que é errado em tudo o que é falado e cantado. Desfrutamos, também, uma maravilhosa liberdade de todas as tradições e artefatos que são introduzidos por homens não espirituais, na inútil tentativa de “tornar” a adoração mais importante e “significativa”. A verdadeira adoração é essencialmente simples.
4. A verdadeira adoração é centralizada em Deus. Não é centralizada na “inspiração”, tampouco nos sentimentos; nem mesmo é centralizada em Jesus –– não somos adoradores só de Jesus. Ela se centraliza no Pai. Disse Jesus: “os verdadeiros adoradores adoram o Pai”. Naturalmente, o Pai só pode ser adorado através do Filho e o objeto da nossa adoração é a Divindade como um todo: Pai, Filho e Espírito Santo. Certamente nós adoramos a Jesus, mas é errado adorarmos somente a Jesus e torná-lo o centro da nossa adoração, negligenciando o Pai.
5. A verdadeira adoração surge a partir de um contínuo andar com Deus. Um homem que dificilmente pensa em Deus durante os seis dias da semana, não está apto a adorá-lo corretamente no sétimo dia. Se tal pessoa fala quanto está se “regozijando” na adoração, alguma coisa está errada com ele! Ele está se entretendo ou está recebendo aquela vaga sensação de desafio que o homem natural desfruta. Por outro lado, em meio à verdadeira adoração, tal pessoa deveria sentir quanto está afastada de Deus e sentir uma tristeza santa por sua negligência para com a glória do Senhor.
6. A verdadeira adoração requer preparação. Um homem não pode simplesmente achegar-se à presença de Deus sem qualquer preparação de coração e alma, e esperar, então, por uma “adoração instantânea”. Davi disse: “Ao meu coração me ocorre: buscai a minha presença; buscarei, pois, Senhor, a Tua presença” (Salmo 27:8). A verdadeira adoração, no dia do Senhor, surge de uma mente preparada para Deus, encorajada por uma oração ardorosa pela bênção do Senhor sobre a noite do sábado e a manhã do dia do Senhor.
7. A verdadeira adoração deveria ser acompanhada pela meditação. Eis por que exortamos as pessoas a cuidarem da maneira com a qual empregam o seu tempo após o término do culto. Todo o proveito advindo da exposição e aplicação da Palavra de Deus pode ser destruído. A graça é uma planta delicada, pode ser facilmente danificada. Se queremos aproveitar da adoração prestada, isso deve ser feito por meio de uma tentativa verdadeira de reter a principal lição da pregação.
8. A verdadeira adoração é sempre um produto e uma perspectiva da grandeza de Deus e da nossa pequenez. O profeta Isaías vê a grandeza de Deus e clama: “Ai de mim! Estou perdido! porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Isaías 6:5). João, na ilha de Patmos, vê o Senhor e nos diz: “Quando O vi, caí a seus pés, como morto” (Apocalipse 1:17). Qualquer coisa de novo que introduzimos na adoração, que não tenha como objetivo exaltar a Deus, é simplesmente uma concessão ao desejo por novidade que, caracteriza todos os homens naturais.
9. A verdadeira adoração sempre é aceita por Deus. Devemos ser muito cuidados para não abrigar pensamentos que inferiorizem a nossa adoração! Expressões depreciativas, tais como aquelas que descrevem a adoração como um “sanduíche de hinos”, somente encorajam a atitude que revela que nossa adoração é forma, exterior e sem liberdade e que, se nós estivéssemos realmente adorando, então deveríamos ter barulho, liderança espontânea e excitação. Na realidade, na verdadeira adoração, as pessoas não ficam sempre sentadas na ponta dos bancos imaginando quem será o próximo a dizer ou fazer algo inesperado. Não, eles não devem concentrar-se muito nos meios de adoração; seus pensamentos devem estar centralizados em Deus. A verdadeira adoração é caracterizada pelo esquecimento de si mesmo e pela ausência de qualquer concentração no homem. O publicano permaneceu em pé, distante, abaixou sua cabeça e orou: “Ó Deus, sê misericordioso comigo, pecador”. Em nossos cultos, dirigidos pelas Escrituras e dependentes de Cristo, estamos verdadeiramente adorando a Deus; não deixamos simplesmente que as coisas caminhem, mas unicamente queremos adorar; nós adoramos o Deus vivo em espírito e em verdade, sabendo que o Pai está buscando ativamente tais pessoas que O adorem! Nós não cremos que todas essas novas ênfases na espontaneidade e na condução da adoração por homens, mulheres e jovens nos esteja levando a uma conscientização maior sobre Deus e à verdadeira adoração. Pelo contrário, existem abundantes evidências de que a adoração se encontra em declínio. Consideremos, por exemplo, a mudança em nosso modo de nos endereçarmos a Deus, o que tem ocorrido nos últimos vinte anos.
Será que isso representa um progresso e um amadurecimento no culto e oração pública? O que será que significa essa nova linguagem utilizada para orarmos: “Nós só queremos Te adorar, Te louvar”; “Somente a Ti, Jesus, queremos adorar”? As frases truncadas e curtas podem ser comparadas desfavoravelmente com os argumentos bem construídos e confiantes, acoplados com a reverência constante observadas nas orações das gerações anteriores.
10. A verdadeira adoração tem o seu clímax no dia do Senhor. A liberdade que o povo de Deus desfruta sob a nova aliança não lhes dá o direito de se reunirem somente quando se sentirem conduzidos ou dirigidos a fazê-lo. Na igreja apostólica, a adoração tinha períodos pré-determinados para ocorrer. No primeiro dia da semana eles se reuniam para partir o pão, ouvir a Palavra de Deus e recolher as ofertas (Atos 20:7; 1 Coríntios 16:2). Mesmo que eles não sentissem o mesmo ânimo para realizar essas coisas naquele dia e se sentissem mais inclinados às coisas religiosas no terceiro dia, por exemplo, era no primeiro dia que eles deviam reunir-se para adorar. O mesmo pode ser dito hoje. Nós não somos “Adventistas do quinto dia”, daqueles que se reúnem na quinta feira, à noite, e nos orgulhamos das bênçãos maravilhosas e da fantástica comunhão quando o Senhor “realmente” se reúne com dez de nós. Não, nós devemos reunir-nos no Espírito, no dia designado, o dia do Senhor, e com todo o povo de Deus.
“Podemos muito bem dizer que adoramos a Deus, ainda que não sejamos perfeitos. Porém, não podemos dizer que O adoramos, se nos falta sinceridade”. (Stephen Charnock)

“Nós não vamos à igreja para adorar, porque a adoração deveria ser a atividade e atitude constantes do cristão dedicado. Nós vamos à igreja para adorar pública e corporativamente”. (John Armstrong)

“Muitos vêm ouvir a Palavra somente para satisfazer seus ouvidos; eles apreciam a melodia da voz, a doçura suave da expressão, a novidade do conceito (At.17:21). Isso é amar mais o enfeite do prato do que o alimento em si; isso é o mesmo que desejar mais agradar a si mesmo do que ser edificado. É o mesmo que uma mulher que pinta o seu rosto e se esquece de sua saúde”. (Thomas Watson)

“Deus não pode ter concorrentes! Somente Ele deve ser louvado”. (John Armstrong)




ADORAÇÃO VERDADEIRA!


O que é adoração? Poderíamos dizer que é uma honra que se presta a Deus, em virtude do que Deus é e do que significa para os que O adoram. A palavra hebraica que mas se usa para “adoração” no velho testamento significa “inclinar-se”. É o caso, por exemplo, em Gn 18.2. A palavra grega que geralmente se utiliza no Novo Testamento é “proskuneo”, e significa “prestar honra”, tanto a Deus como aos homens.

Está claro que é dever de cada criatura inteligente adora a Deus. Os anjos O adoram (Ne 9.6). Os Seus santos O adoram. No Evangelho eterno os homens são chamados a dar glória a Deus e a adorá-Lo (Ap 14.7). E dentro em breve tudo que há sobre a terra O adorará (Sf 2.11; Zc 14.16; Sl 86.9)

Porém, enquanto os anjos honram a Deus segundo a verdade, porque sabem quem Ele é, os homens também deve procurar conhecê-lo e adorá-Lo, não apenas exteriormente, mas sim com o coração, uma honra que procede dos sentimentos de amor do homem para com Deus.

“Adorar o Pai”, o povo de Israel era filho de Deus, o Seu primogênito (Ex 4.22); os israelitas eram filhos do Senhor seu Deus (Dt 14.1); o Senhor era um Pai para Israel e Hefraim era o seu primogênito ( Jr 31.9). Porém, nunca haviam adorado a Deus como Pai, pois “Ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11.27). Esse é um componente essencial da adoração cristã: conhecer a Deus e sua relação como Pai com o Seu povo, que O adora como tal.

Mas esta revelação é um assunto pessoal - “A quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11.27b)
Portanto, todo aquele que tem este conhecimento, o tem recebido do Filho. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse nos fez conhecer o Pai. E, depois de ter cumprido a Sua obra, introduziu os que são Seus na mesma relação que Ele próprio goza com o Pai: “Subo para Meu Pai e vosso Pai” (Jo 20.17).

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram, O adorem em espírito e verdade.” (Jo 4.23,24) Aqui encontramos o caráter da adoração cristã. Não é um ritual, a formalidade de uma cerimônia religiosa. Esta harmonia com o que Deus é e, portanto, pressupõe que Deus foi completamente revelado.
Nenhum incrédulo pode adora desta maneira! Pois é somente por meio do novo nascimento que temos recebido a nova vida, que a Bíblia chama “espírito”. “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” (Jo 3.6; Rm 8.16) A adoração é espiritual, é segundo o novo homem, e está em harmonia com o que Deus é.

O culto de Israel era terrestre, natural. Era desempenhado num lugar definido geograficamente - um magnífico templo. Era um culto regulamentado até aos mínimos detalhes e no qual o homem, vestido de trajes dispendiosos e acompanhados de música maravilhosa, podia trazer o mais elevado e o melhor que a terra tinha para dar. Mas nada nisso era espiritual. Não havia a menor obrigação de um sacerdote, cantor ou ofertante, ter de nascer de novo. E isso fora assim instituído pelo próprio Deus, pois se tratava do culto prestado por um povo terrestre a um Deus que ainda não Se havia revelado a eles.
Todavia, na cruz Deus acabou com o homem natural. Nós, os servos, que cremos no Senhor Jesus, já morremos com Cristo (Rm 6.8). Espera-se que andemos segundo a nova vida que o Espírito Santo operou em nós por meio do novo nascimento. E o Espírito santo, que habita em nós, é a força divina que nos habilita para o seu cumprimento.
Desta forma, a nossa adoração deve ser espiritual, acompanhada de uma vida repleta de pureza e que produz os frutos do Espírito.

Em perfeita harmonia com o que já foi mencionado, não nos é fornecida nenhuma forma ou cerimônia para a nossa adoração. Isso é tanto mais notável se lembramos que entre os israelitas tudo estava regulado até nos mínimos pormenores. Nem sequer conhecemos as palavras com as quais o Senhor deu graças na instituição da Ceia, Não temos descrição de um apóstolo partindo o pão. Não conhecemos um hino sequer que a Igreja cantava nos dias dos apóstolos. Não temos nenhum livro com salmos cristãos. Temos e devemos adorar a Deus pura e simplesmente pelo Espírito (Fp 3.3).

Mas a adoração não deve ser somente “em espírito”, mas também “em verdade”. “O que é a verdade?”, perguntou Pilatos. Ele não sabia que Aquele que tinha diante de si e que levava uma coroa de espinhos era a Verdade. A verdade é o que Deus tem revelado de Si mesmo. E foi o Filho quem O revelou.
Em certo sentido Israel também havia adora em verdade, visto que o seu culto concordava com o que, naquele tempo, já tinha sido revelado acerca de Deus. Mas agora Deus foi perfeitamente revelado, pois “Deus foi manifestado em carne”, esteve na terra e por graça infinita podemos conhecê-Lo . “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro” ( 1 Jo 5.20).

Decerto há um crescimento no conhecimento da verdade. E o Espírito de Deus atua em nós para nos conduzir em toda a verdade. É óbvio que o desenvolvimento será diferente de um servo para outro, porém a diferença será infinitamente pequena em comparação com a medida entre um homem natural (que não nasceu de novo) e o mais jovem dos servos. Por meio no novo nascimento recebemos uma vida que é espírito, e pela qual nos tornamos competentes para conhecer a Deus. É a “natureza divina” (2 Pe 1.4). Nesta nova vida opera o Espírito Santo que habita em nós e nos capacita, o qual também é a força divina que põe esta nova vida em contato com o próprio Deus (Jo 4.14) As filhinhos em Cristo está dito: “ E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo. Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.” ( 1 Jo 2.20,21)
Portanto, podemos nos aproximar de Deus nosso Pai, Pelo poder do Espírito Santo, que põe a nossa vida em contato com Deus, nós O vemos e desfrutamos dEle. Seria possível contemplar a Deus tal como Ele é, sem ficar maravilhados e sem ficar desejosos de Lhe dizer isto? Todo o filho de Deus que não ficou passivo ante as bênçãos recebidas, mas que elevou os seus olhos ao próprio Doador, sabe, por experiência, que isso é impossível. A glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo é tão grande que os nosso corações são demasiado pequenos para dar perfeita conta do que dela vemos. Somos ainda menos capazes de expressar essa glória apenas em palavras. Mas adoramos em espírito e, portanto a nossa adoração consiste nos sentimentos espirituais que sobem de nossos corações e conjunto com palavras e atos voluntários diante de Deus.
Não há dúvidas de que cada servo deve adorar pessoalmente. Como é possível contemplar a obra do Senhor Jesus, o amor e a graça do Pai sem dar graças e louvores? E isso é algo que todos nós, os filhos de Deus, temos em comum.
Deus espera de Seu povo que se reúnam com a consciência que o Senhor é o Único que tem autoridade no meio deles. Só Ele pode determinar quem quer usar ali. E o Senhor exerce esta autoridade por meio do Espírito Santo. Não se trata de uma questão de uma ou dez ou vinte pessoas tomarem parte no culto, mas de que o Espírito Santo tenha verdadeiramente a Liberdade de usar que quer que seja.
É impossível prestarmos a verdadeira adoração, quando o Espírito Santo é relegado a segundo plano ou parcialmente acreditado; como é tão comum dentro de tantas igrejas.

quinta-feira, 31 de maio de 2012



Neemias 3)
Faremos uma analogia sobre AS DOZE PORTAS de Jerusalém (as portas da nossa vida)

Uma cidade sem muros está sujeita à invasão inimiga. Imagine a cidade de Jerusalém como uma pessoa composta de corpo, alma e espírito.

CORPO: A forma da cidade (no caso aqui Jerusalém)
ALMA: Muros (a nossa personalidade). Aquilo que é visível, a parte exterior, o que mostramos quando temos o primeiro contato com alguém.
ESPIRITO: Templo (a cidadela de Davi, onde está o templo). Onde Deus habita tem vida, lugar de adoração. Há um santuário em nós e todo ambiente deve ser condizente com essa realidade.
Os muros de Jerusalém, são a proteção da cidade interior, onde habita o Espírito da cidade quem ela é de fato.
Como em toda cidade, tem entrada e saída.
Ninguém só entra ou só sai tem portas de entrada e saída.
Para entrar ou sair de algum lugar é preciso decidir - Passar por uma porta envolve decisão.
Portas falam de lugar de decisão. Nessa cidade também havia:
Torres= lugar de vigilância
Fontes= material usado para apagar as flechas incendiárias do inimigo.
Quais eram AS PORTAS DESSA CIDADE?
(Em Neemias 3:1) - A porta das ovelhas seria o encontro com o cordeiro de Deus.
Era a porta onde passavam as ovelhas destinadas ao sacrifício da Páscoa. (João. 1:29) Ele é o cordeiro que tira o pecado do mundo. Essa porta aponta para Jesus.
A porta das Ovelhas, é o lugar da rendição a Cristo e da experiência de conversão, quando somos lavados pelo Seu sangue e regenerados em nosso espírito. É a porta da decisão por Jesus.
Já entramos por esta porta?
(Em Neemias 3:3) - A porta dos Peixes significa lugar de crescimento e reprodução.
No hebraico peixe tem a conotação de reprodução, crescimento, mover-se rapidamente.
Isso nos lembra de crescimento numérico, reprodução de nossas vidas em novos filhos .

É por essa porta que deixaremos entrar os novos filhos de Deus.
Exige a decisão de não vivermos para nós mesmos mas em busca daqueles que também precisam de Jesus. É a porta da multiplicação.
É a porta da decisão de ser frutífero. (Mc.1:17). Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens. Já entramos por esta porta?
(Em Neemias 3:6) A porta velha é a Libertação do Passado. Essa porta fala das coisas velhas existentes em nossa alma e que devem ser removidas.Ilustra um passado que deixa marcas no caráter; memórias feridas que teimam em permanecer machucando; padrões de pensamento e hábitos alheiros aos princípios do Reino de Deus, enfim, tudo quanto é herança contrária à nova vida em Cristo.
Em (Romanos 5:17) a palavra diz Se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo. É por essa porta que devemos remover tudo que faz parte de nosso passado, tudo que faz parte da natureza adâmica (os pensamentos, os velhos padrões,as velha maneira de viver), encarar as coisas, hábitos, muito do que faz parte da velha natureza.
Tudo isso deve ser retirado pela porta velha, pois agora nossa vida em Cristo é uma completa novidade de vida. (Em Efesios 4:21-24) a palavra diz quanto ao trato passado....despoje, renove e revista.

(Em Neemias 3:13) A Porta do Vale significa O milagre da salvação. É a porta da libertação do inferno.
Por essa porta saía todo lixo que deveria ser queimado. Era um lugar onde os vermes eram constantes e o fogo ardia constantemente.

Ali, o vale, era um lugar muito bonito, era o vale do Hinon, mas passou ser usado para sacrifícios a Moloque e por isso foi amaldiçoado (Jer, 32:35; 7:30; 8:3) é chamado o vale da matança.
No livro do profeta (Isaias 66:22-24). É apresentado como lugar escatológico de punição, onde o “seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará”
Passou a ser chamado também de Geena, lugar de morte e tormento e podemos ver em (Marcos 9:43-48). Essa é a porta em nossa vida que se abre para os livramentos e milagres de Deus. Serve para nos alertar de não deixar queimar ali, nenhum fogo estranho dentro de nossa alma. O único fogo que deve queimar é o Espírito Santo.
Não nos esqueçamos dos horrores do inferno, porque são reais, e sem Jesus era para lá que estaríamos caminhando a passos largos. É a porta da decisão de não permitir fogo estranho e perfeita fidelidade ao Senhor. Já entramos por essa porta?
(Em Neemias 3:14) A porta do Monturo que significa Remoção do lixo. É a porta em que todo lixo devia ser removido. Nenhuma cidade sobrevive com lixo acumulado.
O lixo prolifera toda sorte de doenças, mal cheiro, esconde a beleza da cidade e soterra a possibilidade de frutificação devido aos gases mortais que libera.
Nossa alma deve estar aberta ao Espírito Santo para que todo lixo acumulado seja jogado fora e nenhum outro volte a entrar. Será que você tem lixo no porão da sua alma? Nós já chegamos a Jesus cheio dele.
Nosso espírito foi recriado, mas nossa alma está em processo de restauração. Isso significa que ainda estamos diante da remoção de coisas que se acostumaram a conviver conosco e que nada têm a ver com a vida de Deus. Tudo que não se enquadra dentro do fruto do Espírito, é lixo e deverá ser rejeitado.

Todas as obras da carne são imundas e devem ser erradicadas da própria personalidade dando lugar ao fruto do Espírito.
Só o Espírito Santo pode penetrar nos porões de nossa alma e descobrir as sujeiras escondidas tão incorporadas em certas áreas que até parecem naturais.
Como entra lixo em nossa alma então?

Através dos nossos sentidos, especialmente visão e audição (que são meios de comunicação) e como nos relacionamos com as pessoas (o que fazemos e o que fazem conosco). O contato com o sistema imoral, cheio de tanta impureza, numa época em que os poderes do inferno estão soltos e têm suas garras violentas sobre tantos, tenta também nos manchar.
Precisamos decidir rejeitar toda essa contaminação que vem do lado de fora e que ainda está presente, impedindo a entrada de novo lixo. Mesmo com tantos apelos, é possível manter a imundície do lado de fora, conservando a porta do lixo fechada. Como?
Nos expondo ao Espírito Santo e à Palavra de Deus. Assim, ficaremos sensíveis e alertas na possibilidade da entrada de algum lixo, mesmo na forma mais sutil.
(Em Neemias 3:15) A porta da Fonte aqui O Espírito Santo fala das águas que correm. É um dos símbolos do Espírito Santo. É Ele quem nos gera em Cristo e nos consola (João. 14:16). É o Espírito que flui em nossas vidas (João.7).
Entrar por esta porta é um desafio constante para crescimento e comunhão do Espírito Santo.
Na porta da Fonte, o Espírito Santo nos gerou em Cristo, batizando-nos em Seu Corpo, tornando-nos filhos de Deus. Ali Jesus batizou no mesmo Espírito e nos equipa para servi-lo. Já decidimos beber dessa fonte diariamente? Não nos esqueçamos dos horrores do inferno, porque são reais, e sem Jesus era para lá que estaríamos caminhando a passos largos. É a porta da decisão de não permitir fogo estranho e perfeita fidelidade ao Senhor. Já entramos por essa porta?

(Em Neemias 3:25) O Pátio do Cárcere que significa o Livramento das amarras, das correntes que nos prendem. Aqui é o átrio, ou pátio do cárcere ou prisão. É o lugar onde as prisões devem ser quebradas. Prisões de medo, depressão, falta de perdão, amargura e tantas outras. Tudo quanto tem poder de fascínio ou domínio sobre nós, é uma prisão.

Em tudo que dizemos “não consigo deixar isso, ou não fazer isso, ou viver sem isso, servimos como escravos”.
Toda e qualquer forma de prisão enfraquece a alma, e a personalidade. (Em Gálatas 5:1) O Apóstolo Paulo nos diz que foi Para a liberdade que Cristo nos libertou, permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão. Prisões da alma, manifestam incapacidade de dominar os apetites da carne, nas carências afetivas, insegurança, acomodação, pensamentos descontrolados, dificuldade de tomar decisões, letargia, enfim.
Toda forma de prisão tem origem em satanás e o remédio é JESUS, cujo poder libertador é ministrado pelo Espírito Santo. O (Salmo 142:7) diz: Tira a minha alma da prisão e louvarei o Teu nome. Você Já tomou essa decisão? Decisão de sair da prisão e louvar o nome do Senhor?
(Em Neemias 3:26) A porta das Águas que significa A Palavra de Deus.
Em (Ef. 5:26) A palavra diz: Tendo-a purificado com a lavagem da água pela palavra.Essa porta deve estar aberta para a verdade da Palavra e cerrada para as falsas doutrinas.
A palavra de Deus está para nossa alma como a comida está para o nosso corpo. É nossa fonte de alimento, sustento e vida. Por ela conhecemos a Deus; é canal de comunhão com Seu autor, Deus mesmo; é fonte de oração, confissão e vitória; é instrumento de combate espiritual, sendo arma contra as investidas satânicas; por meio de princípios pelos quais viveremos e reinaremos; são de fato “espírito e vida” conforme Jesus disse em (João. 6:63) A porta da Fonte nunca deve estar fechada, mas sempre escancarada para a Palavra de Deus.
Você Já decidiu entrar para essa porta?

(Em Neemias 3:28) Porta dos Cavalos que significa livres das cargas. E pressões.

Cavalos são meio de transporte e levavam cargas, pesos. Era por essa porta que os cavalos passavam com as cargas. Em Jesus podemos ter nosso fardo trocado e os pesos então não fazerem mais parte de nossa vida. (Em Gálatas 6:2), nos exorta que também devemos levar as cargas uns dos outros.
Em (1 Pe. 5:7) Diz para lançarmos sobre ele toda nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós.

Você quer continuar carregando fardos ou decide hoje entregar para Jesus? Passe hoje pela porta dos cavalos.
(Em Neemias 3:29) A porta Oriental significa O Regresso de Jesus. É a porta da entrada do Messias, do Rei. Para nós é a porta da espera do Rei Jesus e seu Reino eterno quando ficaremos para sempre com Ele. É o símbolo da vitória final onde estaremos finalmente livres da presença do pecado.
Você Já decidiu não desanimar de esperar por essa ocasião?
(Em Neemias 3:31) A Porta da Atribuição ou seja, A comissão Divina

É a porta da guarda. É a porta da atribuição, do mandato, da ordem, do lugar apontado. Fala do lugar onde Deus delega uma missão, onde atribui-nos uma responsabilidade. A palavra traz o sentido de uma tropa que é convocada para receber suas diversas atribuições.
É a porta que Deus nos delega responsabilidades. Ele sempre nos capacitará para essas responsabilidades. Em (2Cor. 3:5) A Palavra diz que Somos capacitados por Deus em (Neemias 8:16) A porta de Efraim significa A porção dobrada.
Efraim significa = fruto dobrado, porção dobrada da herança, frutífero. A porção dobrada é dada por direito da primogenitura. Jesus é primogênito, mas nós temos direito a mesma herança de Jesus através da igreja. Nós pertencemos à igreja? Em (Oseias 11:8), diz que Deus diz: Como te deixaria ó Efraim?
Qual rumo você decide tomar em sua vida?
Vai se expor ao Espírito Santo para continuar sendo tocado por ele e usufruindo da igreja de Jesus e amando-a como Ele o amou? Neemias fala todo tempo da reconstrução das portas, dos ferrolhos e das trancas.
Sómente Deus pode fortalecer as trancas das suas portas e te abençoar.

Entregue a reconstrução de sua vida a Ele.



Um amigo me contou o que aconteceu à sua esposa, quando se vestia em determinada manhã. Ele observou que ela abotoou o casaco colocando o primeiro dos botões na segunda casa e assim sucessiva- mente, por treze vezes. Por fim, descobrindo que um dos botões havia sobrado, ela percebeu o que estivera fazendo. “Quantos erros ela tinha cometido?”, ele se perguntou. “Um ou treze? Treze, porque ela tinha co-metido um erro fundamental no começo.”

Este mesmo princípio é verdadeiro no que se refere à adoração: os crentes cometem o erro fundamental de crer que o propósito de reunirem-se aos domingos é a evangelização. Em seguida, os crentes avaliam tudo que compõe nosso culto à luz dos incrédulos que podem estar por acaso em nosso templo ou por terem sido convidados. Nada deve intimidá-los, ameaçá-los ou iludi-los. E, visto que eles não conhecem o sentido das palavras ou as melodias de nossos hinos, é recomendável a adoração na forma de cânticos de grupos musicais. O conceito de leitura pública de um livro que desconhecem é totalmente estranho para eles. Portanto, se houver leitura, tem de ser bem curta. Igrejas mudam a Ceia do Senhor para uma reunião particular no domingo pela manhã ou na quarta-feira à noite. As orações devem ser curtas e simplistas, bem como o sermão, que deve abordar assuntos que interessam aos incrédulos, tais como: solidão, maridos ausentes, falta de esperança, falta de contentamento, mágoas, dificuldade de criar adolescentes, e como lidar com tais problemas. A partir desta reunião de domingo, os incrédulos devem sentir-se encorajados a participar de pequenos grupos de estudo e de um curso sobre as doutrinas em que nós cremos. E somos fortemente encorajados a acabar com a forma de adoração a Deus que temos praticado por muitos anos.

No entanto, todas estas idéias mudarão, se cremos que nossa adoração está centralizada em Deus, que se revelou através da Bíblia. Nossa preocupação será agradar este grande Deus. Como devemos nos aproximar dEle? Somente por intermédio do nome do Senhor Jesus Cristo (temos de deixar isso bem claro); somente por meio de seu sangue e sua justiça; depois, com confiança exultante, mas também com reverência e piedoso temor. Quando o Filho de Deus orou, Ele mesmo se ajoelhou na presença do Deus que é fogo consumidor. Se alguém tinha direito de ser informal e casual com seu Pai, este alguém era Jesus de Nazaré. O Senhor Jesus nunca magoou seu Pai, mas se prostrava quando falava com Ele. Tudo o que fazemos e dizemos tem de ser agradável a Deus, ou seja, o Senhor Deus está ciente até do que se passa no íntimo daqueles que ofertam pequenas moedas; Ele se deleita com a alegria que demonstramos na administração de nossos talentos e em tudo o que fazemos. Nosso louvor e orações precisam estar de acordo com as Escrituras, e, acima de tudo, a Palavra pregada tem de servir ao propósito de agradar a Deus, porque o sermão é o aspecto mais importante da adoração, visto que através dele o Criador do universo fala a seres insignificantes. A mensagem, tanto em seu conteúdo quanto em seu significado, deve proporcionar aos in- crédulos que foram atraídos ao culto o conceito exato a respeito de quão glorioso Ser é o Deus vivo — Pai, Filho e Espírito Santo — terrível em seu poder, incomparável em sua glória e extraordinariamente gracioso.

Não existe qualquer indício de que a Igreja tem uma chamada para afagar as emoções dos incrédulos. Os líderes da adoração não podem dizer: “Bem, sabemos que vocês não estão interessados na vida e na morte do Senhor Jesus Cristo. Por isso, temos algo mais para vocês”. Na verdade, não temos algo mais, além de Cristo. Temos de ser absolutamente claros e unânimes sobre isso, na congregação e no púlpito. Se eles não querem nosso Salvador, não podemos substituir a mensagem com maneiras de temperarem seu casamento, assim como não podemos utilizar um culto musical, coreografia ou regras de procedimento, para tornar mais agradável o seu trabalho no escritório, ou oferecer um curso sobre a vida de solteiros. Tudo o que temos a oferecer-lhes é um Profeta que os ensinará, um Cordeiro que removerá a culpa deles e um Pastor que os guiará e os protegerá.

Nossa própria vida tem de ser tão semelhante à de Cristo quanto possível, especialmente quando nos reunimos. Nós nos reunimos para encorajar uns aos outros a viver como imitadores de Deus. Precisamos ser irrepreensíveis em nosso vestir, nossa linguagem, nosso uso do tempo, nossos relacionamentos ou mesmo em nosso humor, a fim de sermos conhecidos como aqueles que desejam agradar o Jeová Jesus em todas as coisas; e nosso evangelismo está fazendo com que o mundo perceba isto e saiba por que cremos nisto. Os incrédulos descobrem que estão na companhia daqueles que têm como objetivo principal o glorificar a Cristo.

Odiamos qualquer coisa que não deixe isto bastante claro para eles; como, por exemplo, uma forma de adoração vazia que não tem qualquer significado. Queremos que nossas palavras sejam cheias de sentimentos e de afeições de temor a Deus. Linguagem popular e simplista é menos importante do que uma linguagem com elementos mais profundos e eficazes. Sempre ficamos comovidos quando as pessoas nos falam, de modo tão amável e trans- parente, a respeito do Salvador e de seu amor por elas, o que demonstra que abandonaram sua maneira frívola e irreverente de falar. Apreciamos muito isso; e trememos no que diz respeito a quaisquer tentativas que insistem em que nossa maneira de expressão no culto deve ser a linguagem comum de nosso dia-a-dia. Essa linguagem pode ser correta para a comunicação corriqueira com os outros, mas não para expressar as maravilhas de tão grande salvação. Se o estilo e a maneira de nos expressarmos, quando nos reunimos na presença de Deus, são aqueles mesmos que os in- crédulos ouvem entre eles, no escritório ou em seu ambiente educacional, então, falhamos em alcançá-los. Nós, aqueles a quem o Senhor buscou e salvou, somos sensíveis às verdadeiras necessidades dos incrédulos. Portanto, se empregarmos qualquer coisa vulgar e superficial, estaremos cometendo o pecado de sugerir-lhes uma deidade indigna da atenção deles. Conseqüentemente, nossa adoração tem de ser simples, espiritual, calorosa, reverente, substancial, caracterizada por orações espontâneas, com hinos de mensagem profunda; uma adoração que terá como clímax a pregação expositiva; uma adoração apoiada em formas que rapidamente obtêm familiaridade com o que é divino; então, estes se tornam os melhores meios de conduzir as pessoas a Deus, a quem servimos, e de impedir que a atenção delas se prenda na observação de um pregador engenhoso que lhes esteja falando
"A estultícia é alegria para o que carece de entendimento, mas o homem entendido anda retamente" (Provérbios 15:21)

Estultícia, segundo a Pequena Enciclopédia Bíblica de Orlando Boyer, é a qualidade daquele ou daquilo que é estulto, e estulto, por sua vez, é aquele em quem não há discernimento ou bom senso.

Pois bem, para uma pessoa que não tem discernimento das coisas espirituais, toda palavra pregada nos púlpitos de qualquer igreja, mesmo que venha de alguém que se auto proclama profeta, é palavra de Deus.

O estulto, na sua estultícia, não se preocupa em verificar na Bíblia que tem em mãos se a palavra pregada está realmente de acordo com ela. Ele não liga se se trata de acréscimos à palavra de Deus ou se são palavras de homens. Tudo porque, para ele, a pessoa que sobe no palco, famoso ou não, é um "ungido homem de Deus".

É por essa razão que muitas pessoas, na sua simplicidade, seguem homens, acreditando em suas palavras, colocando sua fé neles em detrimento de colocarem sua fé em Deus, que é o único que pode suprir suas necessidades, com uma simples oração.

O estulto não é incentivado por esses pregadores a ler e nem a estudar a Bíblia. Esses pregadores que levam muitos estultos após si, aproveitam disso, para se gabarem de terem o maior número de seguidores, que os obedecem cegamente, colocando em suas pobres cabeças que a palavra que eles pregam são palavras de Deus, ainda que não sejam palavras de Deus.

Aquele que tem o dom de discernir, escapará desses lobos vorazes, pois ele considera a Palavra de Deus acima de qualquer palavra que os homens pregam nos púlpitos. A Bíblia por si só se interpreta, através do Espírito Santo que em nós habita.

A pessoa que lê e estuda diariamente a Bíblia não se deixará levar pelas novas visões e unções que ultimamente tem sido derramada por falsos apóstolos, falsos profetas, falsos mestres e falsos pastores. Esta pessoa é apta para discernir o que realmente é de Deus e o que é do homem, pois tem sobre si a unção do Espírito Santo, que nos adverte contra todo ensino falso e toda obra má que presumidamente se faz em nome de Deus.

A todo pastor sincero que ler este artigo, vai o meu simples apelo: incentivem, em nome de Jesus, suas ovelhas a se alimentarem da pura palavra de Deus, estudando-a em todo tempo, levando-a para seu trabalho, para a escola ou faculdade, a fim de que, em algum momento, possam ter com que responder àqueles que buscarem saber a razão da sua fé em Jesus Cristo.

Recomendo, aos leitores, que façam como eu: ler, ler, ler sempre. Pois no passado me desviei da verdadeira palavra de Deus através da pregação desses falsos pastores e falsos profetas. Mas depois que voltei minha atenção para a Bíblia, onde estão as palavras de Deus, lendo e meditando, pude aprender a discernir entre o que é certo e errado, a compreender a verdadeira vontade de Deus para seu povo enquanto peregrino nesta terra.

Portanto, irmãos, deixemos de lado a estultícia e busquemos mais a sabedoria que o Senhor Jesus nos dá a fim de caminharmos no caminho reto, que leva aos céus.

Em nome de Jesus, meu grande abraço

segunda-feira, 21 de maio de 2012


Jezabel era filha de Etbaal, rei dos sidônios e adorava Baal. Sob a influência dela, o rei Acabe,seu marido, construiu um altar e um templo para Baal. A própria Jezabel dava teto e comida para 850 profetas das religiões pagã (I Rs 18.19).

Ela foi e é considerada a mulher mais ímpia citada na Bíblia. Ela era arrogante e calculista, premeditava a morte dos profetas do Senhor! O alvo de Jezabel de promover a adoração a Baal, tranformou-a numa mulher destrutiva. Seus crimes tornaram-se, ao longo dos anos, algo pessoal.

O profeta Elias, após derrotar os profetas de Baal no monte Carmelo, foi cruelmente perseguido por Jezabel, a ponto de desejar a morte. Com a ajuda de Deus, Elias enfrentou Jezabel, predizendo que ela, Acabe e sua família seriam exterminados. E foram (2Rs 9.33)!

Nada restou: poder, luxo, dinheiro e família!

Embora Jezabel se vestisse bem e se enfeitasse (2 Rs 9.30), em seu interior ela era feia por causa do ódio.

Infelizmente, em nossos dias, Jezabel só é mencionada quando querem falar sobre roupas, acessórios e maquiagens... vaidades! Esquecem que o grande erro de Jezabel foi adorar a Baal, perseguir e matar os profetas de Deus.

Com certeza, Jezabel priorizou as coisas mundanas (seus adereços e seu poder) e por conseguinte, esqueceu-se de Deus, uma vez que, se em seu íntimo ela tivesse buscado primeiramente e prioritariamente à Deus, tais atos pecaminosos ela não teria praticado. O problema dela não foi exatamente o lápis que ela usou para colorir os olhos, o batom em sua boca, o pó no rosto nem os enfeites na cabeça (2 Rs 9.30), e sim porque ela não teve um coração voltado pra Deus.

Dizendo-se profetisa, Jezabel, fazia bruxarias e enganava o povo, induzindo-os a se prostituírem e a comer dos sacrifícios da idolatria. Ela descuidou da sua casa, da sua família.

Jamais, jamais se considere parecida com Jezabel só por dar lugar à vaidade, nem se considere digna da salvação somente por não ter vaidade externa. Sua comunhão com Deus quem determina é o teu coração, e se manifesta através das tuas atitudes para com o teu próximo.

Deus sonda o teu coração e conhece os teus pensamentos.”Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Sl 103.13-14).

Não diminua o sacrifício de Jesus por nós na cruz do calvário achando que vai se salvar somente por seguir à risca costumes, muitos deles, ultrapassados. A salvação é por fé e não por obras para que ninguém se glorie.”Porque pela graça sois salvos,por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie!”( Ef 2.8e9). ”Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que Eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor”(Jr 9.24).

A sua salvação não se resume apenas a uma vida destituída de vaidades, e sim de uma fé inabalável em Cristo Jesus, o qual nos liberta e nos purifica de todo pecado.

Os exageros também não nos fazem bem, portanto, devemos evitá-los. Tudo nessa vida tem limites! Até a simplicidade pra ser simples tem que ter limites; se não, torna-se bizarra, digna de zombarias.

Mas não posso concordar com certos legalistas. Os legalistas acreditam que por seguirem à risca os costumes denominacionais, não precisam mais converterem-se. É como uma receita pronta: faça isso, faça aquilo, não use isso e não use aquilo que você estará salvo. ”Condutores cegos!Coais mosquitos e engolis um camelo”(Mt 23.24).

Há coisas maiores com o que se preocupar! Nós seremos salvos é pela graça. Pela graça de Deus!

Graça= favor imerecido!

E a nossa salvação é um processo! Todo dia temos que nos arrependermos de algo e procurarmos fazer algo pela nossa salvação!

Que Deus tenha misericórdia da minha e da tua vida.