terça-feira, 15 de novembro de 2011

O CORAÇÃO ORGULHOSO E O CONSAGRADO

Se você valoriza os confortos da vida consagrada, tenha cautela com o espírito orgulhoso e altivo. Há tanto antagonismo entre esse pecado e Deus que você jamais conseguirá aproximar seu coração do Senhor, nem que ele se aproxime de seu coração, enquanto essa atitude for prevalente. Se isso fez com que alguns anjos fossem expulsos do céu, também faz com que seu coração fique afastado dali.

Há grande antagonismo entre o coração orgulhoso e o consagrado. O relacionamento com Deus mantém os homens humildes, e essa humildade facilita ainda mais esse relacionamento. Quando um homem se considera muito diante de Deus e se ocupa com o estudo de seus gloriosos atributos, ele acaba por abominar a si mesmo imerso em pó e cinzas; e essa abominação de si mesmo é o melhor preparativo para obter permissão para entrar novamente na presença de Deus. Portanto, depois de um dia em que a alma se humilha, ou em momentos difíceis, quando a alma fica mais humilde, ela costuma ter livre acesso a Deus e pode saborear muito da vida do alto.

O deleite de Deus é uma alma humilde, e o deleite de uma alma humilde está em Deus; e, com certeza, com esse deleite mútuo, o acesso fica mais livre, a recepção, mais calorosa, e a convivência, mais freqüente. O Senhor faz sua habitação em uma alma humilde e, certamente, se nossa moradia for com ele, e nele, a moradia do Senhor também será conosco, e em nós, e haverá uma familiaridade bastante íntima e doce. Mas a alma orgulhosa não pode pleitear esse privilégio. Deus está tão distante de habitar nessa alma que não permitirá nem que se aproxime, mas a observa à distância.

O Senhor resiste ao orgulhoso, e o orgulhoso resiste a ele, mas ao humilde ele dá essa graça e muitas outras. A mente consagrada é a mente que Deus tem em alta estima, e a aspiração dela, embora santa, é ficar mais alta ainda. Um espírito simples e humilde não é tão contrário ao Espírito alto e divino quanto o espírito orgulhoso. O grão de mostarda pode tornar-se uma árvore; uma pequena bolota pode tornar-se um grande carvalho; a pá do moinho que agora está mais embaixo pode vir a ficar na posição mais alta, e aquele que está alto pode ficar mais alto ainda, desde que seja submisso ao príncipe, nossa fonte de honra; mas se ele se separar dessa submissão para se tornar um competidor, ou usurpar essa honra, transferindo-a indevidamente para si mesmo, ele descobrirá que esse caminho o leva à queda.

Você, aos seus próprios olhos, é um homem de valor e muito cuidadoso com a estima que os outros lhe dedicam? Você é o tipo de pessoa que valoriza o aplauso das pessoas, e seu coração pula de alegria quando ouve que os homens muito o estimam? E fica abatido quando ouve que os homens o desprezam? Você é o tipo de pessoa que ama mais aqueles que mais o honram? E seu coração fica ressentido com aqueles que você acha que o menosprezam e têm pensamentos desprezíveis em relação a você, embora sejam homens piedosos e honestos? Você é o tipo de pessoa que precisa que seus caprichos sejam satisfeitos, e que seu julgamento precisa ser a regra por meio da qual os outros devam ser julgados, e que sua palavra precisa ser lei para todos a sua volta? Você é o tipo de pessoa que está sempre pronta a discutir com todo homem que disser uma palavra que o desonre? Você é o tipo de pessoa que se inflama, se sua palavra, ou sua pessoa, for contrariada? Você é o tipo de pessoa pronta a julgar a humildade como sórdida infâmia, alguém que não sabe se humilhar nem se submeter a ninguém; e você não se envergonha, por meio da humilde confissão, quando peca contra Deus ou ofende seu irmão? Você é o tipo de pessoa que honra os piedosos ricos e acha que é alguém quando eles o valorizam e o reconhecem, mas olha com maus olhos os piedosos pobres e sente quase vergonha de ser visto na companhia deles? Você é o tipo de pessoa que não pode servir a Deus em um lugar desprezível nem em um nobre, mas acha que se ajusta melhor às posições e às honras e ama o serviço a Deus quando ele é acompanhado de prestígio? Você se deleita com as oportunidades de anunciar as suas atividades; e ama quando seu nome se torna conhecido do mundo todo; e ficaria satisfeito de deixar aqui algum monumento em sua homenagem para que a posteridade o admire quando morrer? Você é o tipo de pessoa que não está familiarizada com a falsidade e a perversidade de seu coração? Você é o tipo de pessoa que sempre está mais pronta a se defender e a manter sua inocência que acusar a si mesmo ou confessar sua falha? Você mal pode ouvir uma reprovação de alguém próximo e digere com muita dificuldade e desgosto os que o tratam de forma sincera? Você é o tipo de pessoa que sempre está mais pronta a ensinar que a aprender, e a ditar aos outros o que fazer que escutar as instruções deles atentamente? Você é o tipo de pessoa corajosa e confiante em sua própria opinião e que não suspeita muito de seu pouco entendimento, mas menospreza o julgamento de todos que são contra você? Seu espírito está sempre mais disposto a comandar e a governar que a obedecer aos outros e ser governado por eles? Você é o tipo de pessoa sempre pronta a doutrinar seus mestres, as ações dos governantes e seus irmãos em Cristo? Se esses sintomas estiverem inegavelmente em seu coração, você, sem sombra de dúvida, é uma pessoa orgulhosa. Um homem orgulhoso torna-se seu próprio deus, e admira a si mesmo e passa a ser seu próprio ídolo; então, como ele pode depositar seus sentimentos em Deus? E seria possível que esse homem tivesse seu coração no céu?

Imploro que você seja muito zeloso com sua alma em relação a esse ponto. Não há nada no mundo que mais o afaste de Deus que isso. Falo mais dele, pois é o pecado mais comum e mais perigoso em relação à moralidade, como também o que mais promove o grande pecado da infidelidade. Ó cristão, se você vivesse continuamente na presença de seu Deus e aprendesse com ele a ser humilde e manso, então poderia saborear esse descanso de sua alma. Caso contrário, sua alma, sempre laçando fora o lodo e a sujeira, ficaria tão perturbada quanto o mar revolto que não pode descansar; e, em vez desses doces deleites em Deus, seu orgulho o encherá com perpétua inquietação. É a alma humilde que não se esquece de Deus, e Deus não se esquecerá do humilde. Deus, portanto, habita com ele que é humilde e contrito e vivifica o espírito dele com sua presença.

sábado, 22 de outubro de 2011

Em muitas das vezes você vai encontrar pessoas que querem incentivar a você desistir, mas não desista! Jairo mesmo recebendo a noticia da morte de sua filha confiou em Jesus e alcançou a benção.

Não existe lugar de descanso no Mundo para a angustia se não for ao lado de Jesus, mesmo você tendo milhões e milhões de dólares, para a angustia da alma o dinheiro não resolve.

Ninguém quer se enfiar em nenhuma fornalha, quando três jovens foram jogados em uma fornalha eles não disseram que a fornalha era ótima, que ali eles estariam seguros, mas eles confiaram no seu Deus, o quarto homem apareceu no meio da fornalha. Eles passaram uma situação difícil, mas Jesus estava com eles. Por mais que passe o tempo, Jesus continua a ser o mesmo, ele não vai desamparar você! Ele estará contigo.

Salmos 46v. 1 Deus é o nosso refugio e fortaleza, socorro bem presente na angustia.

O Senhor nos proporciona alivio e força nos momentos difíceis, ele é o nosso refugio e fortaleza, uma proteção no dia da angustia, por isso não poderia existir um auxilio melhor que o próprio Senhor! Não chore porque amigos não estão ao seu lado, lembre do verdadeiro amigo, Jesus é o nosso amigo mais chegado que um irmão.

Quando se sentir deixado de lado e abandonado pelos irmãos e amigos, lembre deste versículo, esta palavra precisa entrar em sua vida de maneira inesquecível:

Isaias 41 v. 10-11 - Não temas, pois eu sou contigo; não te assombres, pois Eu sou o teu Deus. Eu te fortalecerei, e te ajudarei, eu te sustentarei com a destra da minha justiça.

Quantos nos dias da angustia procuram a bebida, vicio, os prazeres da vida, bruxaria, feitiçaria, cartomantes, búzios e por não adiantar alguns tiram a sua própria vida? Pois perdem a esperança e acabam com a sua vida pensando que tudo vai se resolver! A esperança nunca morre para aqueles que estão em Cristo Jesus, pois Ele mesmo é a esperança do Cristão!

O apostolo Paulo deu um depoimento interessante:

II Corintios 12v. 10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias por amor de Cristo. Pois quando estou fraco, então é que sou forte.

Eu não sei se você já pensou que quando nos sentimos fracos, as nossas forças, sabedoria, riqueza perdem o valor diante do Senhor, por isso a dependência de Cristo se torna total de nossa parte, sendo assim, a nossa força perde o sentido e começamos a andar na força de Deus. A nossa vida fica totalmente dependente de Cristo, por isso quando estou fraco passo a ser forte.

O Apostolo Paulo disse isto após um momento de angustia! Depois de ter orado e pedir algo a Deus, mas a resposta de Deus foi que a graça já lhe bastava.

Concluímos que Cristo é a nossa esperança na hora da Angustia e que Ele nos Livra, alivia, protege, auxilia e nunca nos abandona.

Na angustia procuramos o Senhor, por isso ele estará conosco, pois a sua graça nos basta.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

AMÓS 3.3

·Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?
ESTUDO:
Vamos entender o que acontece espiritualmente, a Palavra de Deus diz em 1Co 3.16 e 2Co 6.16 que o Espírito Santo habita em nós (os que tem Jesus como seu Senhor e Salvador - Romanos 10.9), logo de acordo com Amós 3.3 se a pessoa encontra outra e conversam sobre assuntos da Bíblia ou secular que não falem mal de ninguém, não contém pecado nesta conversa, certamente o Espírito Santo continuará habitando nesta pessoa, ou seja, o Espírito Santo e a pessoa estarão andando juntos (Andarão dois juntos), pois a conversa não contém pecado (se estiverem de acordo).
Outra situação, vamos chamá-la de SEGUNDA SITUAÇÃO: a pessoa tem Jesus como seu Senhor e Salvador e anda no pecado podemos citar: fofoca, contenda, inveja, adultério, fornicação, murmuração, não gostar do outro irmão etc., logo Deus não habita no pecado é impossível encontrar Deus no pecado e certamente o Espírito Santo não habitará nessa pessoa, o Espírito de Deus não habitará em uma casa impura e o Espírito Santo jamais habitará em alguém que não tenha Jesus como seu único Senhor e Salvador (Romanos 10.9).
Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?
De acordo com a SEGUNDA SITUAÇÃO o Espírito Santo não andará junto com esta pessoa, pois o Espírito Santo não habita no pecado e a pessoa esta vivendo no pecado. Observe, Deus quer a nossa obediência à Bíblia Sagrada, a obediência inclui santificação, separação, rejeitar o pecado.Resumindo não estão no mesmo pensamento, há uma incompatibilidade de pensamentos, já que Deus nos orienta a pensar de acordo com Filipenses 4.8 (Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai) e a pessoa que estamos citando como exemplo está com pensamentos impuros, maliciosos totalmente contrário à vontade de Deus.
Agora o pior, se o Espírito Santo não está andando com esta pessoa, isto quer dizer que quem esta acompanhando a pessoa é o diabo, o diabo tem permissão de agir na vida da pessoa, pois os pensamentos contrários a Deus pertencem ao diabo, visto que só andam juntos quando os dois compartilham os mesmos pensamentos, condutas e neste caso em questão o que está prevalecendo é o pecado e bem sabemos que o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23a).
Eu te pergunto: - Quem tem sido o seu companheiro?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Em Lucas 15, encontramos um conjunto de parábolas afins, que tratam do mesmo assunto: de coisas que perdemos e da busca que precisamos empreender para encontrá-las.
Podemos chamá-las de parábolas irmãs: a parábola da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho perdido. Em todas elas, ao final, quando aquilo que era objeto da procura diligente dos envolvidos é encontrado, tem-se um motivo de alegria para os outros (os outros são convidados para se alegrar). Em outras palavras, aquilo que Deus realiza em nós, aquilo que nos é restituído acaba por beneficiar, principalmente, os outros. Com a parábola da dracma perdida, a Palavra de Deus nos ensina que começamos a perder o noivo (Jesus) dentro de nossa casa. E o que nos faz perdê-lo não são grandes coisas, mas uma soma de pequenas coisas, e tudo isso dentro de casa. Nos dias em que esta história foi contada, havia um costume que funcionava como uma aliança entre os noivos. O noivo dava de presente um colar contendo dez dracmas para a noiva, o que atestava para a sociedade de então que aquela mulher, que deixava à mostra o colar quando transitava pelas ruas, estava comprometida com alguém, havia feito uma aliança com uma pessoa que seria seu futuro marido.
Apocalipse 19:7 diz: “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou”. A noiva, enquanto espera o noivo, vai se ataviando, vai se preparando, vai se adornando para encontrar-se com ele. O versículo 8 diz que esses atavios, esses enfeites são os atos de justiça dos santos.
É exatamente o que vemos na parábola da dracma. É o próprio noivo quem se ocupa de ataviar a noiva. Se ela não está ataviada (com o colar) não pode se apresentar diante dele. Seria uma vergonha para a noiva sair nas ruas sem o colar com as dracmas, pois estaria sem o adorno que a faria reconhecida como noiva daquele com quem estava desposada. Ela seria repudiada pelo noivo. Ela precisa estar adornada para ele, vestida com a justiça que ele mesmo preparou para ela. No entanto, observamos na parábola que a dracma não foi perdida na rua, mas em casa. Isso significa que deixamos de estar preparados para o noivo quando começamos a perder nosso enfeite dentro de casa. A mulher perdeu uma única dracma do colar que continha 10, no entanto era o que bastava para ela não sair às ruas, já que o colar estaria incompleto.
Poderíamos listar muitas coisas que temos perdido em casa: o respeito do marido pela esposa (e vice-versa), o carinho de um para com o outro; a falta de tempo de qualidade dedicado aos filhos; a falta de um altar de oração contínuo ao Senhor; a falta de ensino sistemático da Palavra de Deus aos filhos; a falta do sacerdócio do marido; a falta de sabedoria da esposa na edificação das coisas práticas do lar; o fato de os filhos deixarem de honrar os pais. Enfim, são muitas coisas. Cada qual precisa identificar as dracmas que perdeu. Todas essas coisas e muitas outras contribuem para que o nosso enfeite, o nosso adorno para o noivo esteja comprometido. O noivo não nos receberá sem essas coisas.
O que precisamos fazer diante desse quadro? A parábola nos ensina: devemos acender a candeia, varrer a casa e sair à procura da dracma de maneira diligente (até encontrá-la). Precisamos esquadrinhar tudo, olhar em todos os cantos, iniciar um exame minucioso, vasculhar com apetite, e não descansar antes de termos de volta as dracmas que se perderam. É interessante que, para uma família pobre como a da parábola, que, de dia, precisava acender uma candeia dentro de casa (o que atestava a simplicidade da residência que não possuía janelas), o próprio fato de acender a candeia (o consumo de azeite) já seria um gasto maior do que o da própria dracma (esta moeda grega equivalia ao denário romano, o salário correspondente ao pagamento de um dia de trabalho de um trabalhador médio).
Com essa providência, Deus nos convida a acender uma candeia dentro de casa, mesmo que o preço seja elevado. Afinal, o que está em vista é achar pequenas coisas que nos habilitem novamente a estarmos adornados, prontos para o noivo. E, como já dissemos, trata-se de pequenas coisas. Precisamos começar a acender uma candeia dentro de casa e a procurar diligentemente o que perdemos. Precisamos fazer vários resgates, do contrário continuaremos impedidos de nos relacionar intensamente com o noivo. É importante estar ciente de que a busca é diligente. Consumirá nossas forças, nosso tempo, nossa paciência. Não podemos desistir depois de uma leve “varrida”. Precisamos ir fundo. Dia a dia precisamos ir acendendo as candeias, até que elas se tornem um grande luzeiro e iluminem de maneira intensa os nossos lares e consigamos achar as dracmas que se haviam perdido. Isso leva tempo, mas os frutos são maravilhosos.
Depois de muito procurar, a noiva da parábola reúne as amigas e vizinhas para que se alegrem com ela. Outra vez a vemos despendendo recursos para comemorar que seguramente ultrapassavam o valor da dracma. Há um significado profundo aqui: quando achamos a dracma perdida, quando nosso lar está habilitado para o encontro com o noivo, e está perfeitamente gozando de intimidade e relacionamento intenso com ele, nossos  vizinhos, amigos e conhecidos são os maiores beneficiados. O ajuste de nosso lar, o conserto de nossa casa, a arrumação de nossa família vai fazer com que outros se alegrem. Meu reencontro com o  noivo beneficiará outros. Outros poderão se beneficiar da candeia que acendi em minha casa. Acendamos, portanto, a candeia! E mãos à obra: chegou a hora de procurar as dracmas!
(baseado em palestra proferida pelo pastor Jamê Nobre no encontro da Editora dos Clássicos, realizado em Sorocaba, nos dias 17 e 18 de Junho de 2006). É interessante que tendo divorciado família de igreja, colhemos hoje os frutos amargos. Se nossa casa não estiver em ordem, dificilmente a igreja estará. 1 Pedro 2 fala da atitude de Jesus quando ameaçado, oprimido, perseguido: “pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente”(v.23). O capítulo 3 inicia-se assim: “Semelhantemente, vós mulheres (v.1)…. Igualmente, vós, maridos… (v.7). Pedro vem falando da maneira como o Senhor se comportou durante seu ministério e, em seguida, passa a dizer com deve ser o comportamento da família. Agindo dessa forma podemos começar a encontrar as dracmas que se perderam. Precisamos reconhecer que temos ultrajados uns aos outros dentro do lar, temos feito coisas que têm ferido, desonrado, desestimulado nossos cônjuges e filhos. Somente com a consciência de acender a candeia é que poderemos reavê-las. Sem isso, estaremos envergonhados quando o noivo aparecer.
Outro texto muito relevante para o que vimos tratando é Tito 2. Paulo começa da seguinte forma: “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” Quando ouvimos falar em sã doutrina, pensamos logo em uma relação de coisas que se podem e que não se podem fazer. Pensamos em categorias teológicas, em aspectos em que muitas vezes dividimos os vários ensinamentos contidos nas escrituras (soteriologia, escatologia, doutrina do Espírito Santo, doutrina dos anjos etc). No entanto, o que Paulo está dizendo para Tito sobre a sã doutrina tem muito mais a ver com fatos que dizem respeito à vida comum do lar do que com outras coisas. Passa em seguida a falar sobre como os homens idosos devem se comportar, igualmente como as mulheres idosas devem agir. Fala da necessidade das jovens senhoras aprenderem com as mais experientes. Fala da sujeição da esposa aos maridos, de como elas devem administrar o lar. Alerta os moços para viverem uma juventude digna e sóbria. Fala sobre como os servos devem se comportar para com os seus senhores. Enfim, todas essas coisas estão relacionadas com a vida em família. E, para Paulo, essa é a sã doutrina. Atendendo com esmero, com diligência, com zelo essas coisas dentro do lar, estaremos, segundo Paulo, ornando, em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador. Em outras Palavras, e de acordo com tudo o que viemos dizendo até então, se acendermos a candeia dentro de casa e começarmos a resgatar o que se havia perdido, estaremos contribuindo para que a noiva adorne (enfeite, atavie) a doutrina a fim de estar pronta para receber o noivo quando este se apresentar. E o adorno da doutrina e, por conseqüência, da noiva, dá-se dentro do lar, a partir de pequenas coisas que, no cotidiano, foram sendo esquecidas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

PASTORES FIÉIS
A palavra da hora é fidelidade e o nosso objetivo é aperfeiçoar os santos no cultivo da fidelidade. Mas sabemos que uma parte importante disso somente se dará pelo fato de termos pastores fiéis. É legítimo afirmar que para termos igrejas fiéis precisamos de pastores fiéis. Quando uma igreja sai dos trilhos, geralmente é porque o pastor dela já saiu antes. Mas o que é um pastor fiel? Nestes tempos de tanta variedade denominacional, teológica e metodológica (e de tanta liderança personalista), é possível traçar perfis divergentes daquilo que seria um pastor fiel. Por isso, é necessário novamente voltar à Bíblia e deixar que ela fale por si mesma, permitir que ela seja um parâmetro único para essa definição. Como diz o profeta Isaías: “À Lei e ao Testemunho!” (Is.8:20). Vamos à Bíblia, pois!

Quando o Jesus ressurreto perguntou a Pedro, por três vezes, se este o “amava”, a cada uma de suas respostas replicou com a seguinte recomendação: “Pastoreia as minhas ovelhas” (Jo.21:15-17). Apesar do desprezo que os rabinos farisaicos dedicavam à profissão de pastor de ovelhas, que era sempre suspeito de desonestidade e não era aceito nem como testemunha em um julgamento, foi esta a figura que Jesus usou para responsabilizar a Pedro pelo cuidado dos seus discípulos após sua ascensão, bem como para falar do amor de Deus para com os pecadores (Lc.15:1-7) e também para falar de si mesmo como responsável pelas suas ovelhas (João 10). A função do pastor nas terras da Palestina exigia paciência, cautela e honestidade. No verão seco, em terra fraca, não era fácil achar novas pastagens e água suficiente. Era muito difícil atingir o equilíbrio correto entre a alimentação, o abastecimento de água, o descanso e a viagem. O pastor devia cuidar incansavelmente dos animais indefesos (Ez. 34:1-31). A sua dedicação era posta à prova quando tinha que guardar o rebanho, noite após noite, contra os animais selvagens e os salteadores (João 10:12).

Os títulos efetivamente usados no Novo Testamento para o líder principal da igreja local foram “presbítero” (ou “ancião”) e “bispo”. Somente em Ef.4:11 encontramos a menção de “pastores”. Mas quando os autores bíblicos queriam falar da função desse líder, usavam o verbo “pastorear”, como Paulo em At.20:28-31, falando aos presbíteros de Éfeso: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um”. E como Pedro, em I Pd.5:1-3: “Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês: Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados, olhando por ele; não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer; não por ganância, mas desejosos de servir; não como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho”.

Há uns anos atrás uma parenta minha, tendo ido à sua igreja num domingo, foi cumprimentada pelo pastor da seguinte maneira: “Muito obrigado pela sua visita. Volte sempre”. Ao que ela respondeu: “Mas eu não sou visitante, sou membro desta igreja há muitos anos. Na verdade, sou nora do pastor anterior”. O que mais me impressionou no livro “Uma Igreja Com Propósitos” (Ed. Vida, SP, 7ª. Impressão, 2002), de Rick Warren, um dos líderes evangélicos mais incensados (e também mais emulados) da atualidade, foi a sua declaração de que um pastor não pode cuidar de mais do que duzentas ovelhas, afirmação esta que entra em flagrante contradição com o resto do livro (ao chegar a este trecho - p. 125 - quase abandonei a leitura). Ele está certo e esta constatação não é só dele. Outros estudiosos da obra pastoral já disseram a mesma coisa. Duvido que qualquer pastor em sã consciência e com a alma pura, possa dizer o contrário.

Na verdade, pelo menos para mim, este número é menor ainda. Ao iniciar meu ministério estabeleci que queria ser um pastor como Jesus: queria conhecer as minhas ovelhas e ser conhecido por elas (Jo.10:14). Isto quer dizer, no mínimo, saber o nome, o endereço, a idade, a profissão, as doenças, os dons, o nome dos filhos, as idéias, o estilo de vida, etc., de cada uma das ovelhas. Significa também, interagir com elas pessoalmente, não apenas através do púlpito, ou do telefone, mas também através da visitação e do compartilhamento nas horas alegres e tristes. Tenho sido pastor de seis igrejas ao longo de trinta e oito anos, nenhuma delas com mais de cem membros. Evidentemente, tive e tenho as minhas limitações pessoais e não quero comparar-me a outros pastores, mas cheguei à conclusão de que para ser fiel ao padrão bíblico não poderia ser pastor de outra maneira.

Há pouco tempo recebi uma correspondência de uma “mega-igreja”, convidando-me para um evento que seria liderado por vários de seus pastores. Fiquei impressionado com a quantidade e a diversidade de pastores e suas funções. Havia pastor de todo tipo, mas não havia nenhum pastor “pastor”, isto é, pastor de ovelhas.

Entendo que para ser um pastor fiel, a primeira coisa a fazer é, simplesmente, “pastorear”. E pastorear é encorajar a cada um, de casa em casa, noite e dia , se preciso com lágrimas; é trabalhar e dar exemplo; é socorrer os necessitados; é dar mais do que receber; é servir com humildade (Atos 20:17-38). Pastorear é alimentar e abrigar as ovelhas, defendê-las e mesmo dar a vida por elas (Jo.10). Pastorear é buscar as ovelhas desgarradas, livrá-las dos perigos e dos inimigos, curar suas feridas (Lc.15:1-7). Pastorear é amar como Deus ama, é contentar-se com o suficiente para o seu sustento, é não tiranizar o rebanho, é ser um modelo a ser seguido pelo rebanho (I Pd.5:1-9 e I Tm.6:8). Se não estivermos fazendo isto, não estamos sendo pastores fiéis.

Pastor fiel é aquele que maneja bem a Palavra de Deus (II Tm.2:15), retendo-a firme e fielmente, para que seja poderoso tanto para ensinar os que querem aprender como para convencer os contradizentes e tapar a boca dos insubordinados e enganadores (Tt.1:9-11). É o que prega a Palavra com integridade, quer os ouvintes achem conveniente quer não, quer queiram ouvir ou sintam coceira nos ouvidos (II Tm.4:2-4), não se esquivando nunca de anunciar todo conselho de Deus (At.20:27), para que saibam que esteve no meio deles um profeta (Ez.2:1-10). É aquele que não manipula a Bíblia, usando-a para justificar suas visões pessoais (Jr.23:25-28), nem falsifica-a ou adultera-a para satisfazer vaidades ou interesses pessoais (II Co.2:17 e 4:2).

Pastor fiel é o que vela pelas ovelhas, como quem há de prestar contas delas ao Senhor que as confiou às suas mãos (Hb.13:17 e I Pd.5:3). É o que sente diariamente o peso da preocupação com os problemas que afligem as ovelhas (II Co.11:28-29). É o que sofre com as tribulações que se abatem sobre elas (I Ts.3:1-8). É o que intercede dia e noite pelas ovelhas, exercendo essa faceta sacerdotal do ministério pastoral (Jo.17:1-26; Ef.1:15-23; Fp.1:3-11; Cl.1:9; I Ts.1:2,3;2:13;3:9-13).

Um pastor fiel há de viver uma vida irrepreensível como ser humano, marido, pai e como cristão, para que possa liderar a igreja com integridade (I Tm.3:1-7). Finalmente, ele colocará o ministério acima da própria vida (At.20:24); cumprirá sua missão sem esperar glória ou reconhecimento humanos, na certeza de que aquele em quem creu, e que o chamou para ser pastor, será suficiente e poderoso para guardar o seu tesouro até o dia final (II Tm.1:12), e de que esse Supremo Pastor se manifestará naquele dia e lhe dará a imarcescível coroa de glória (I Pd.5:4 e II Tm.4:6-8).

Pr. Sylvio Macri
JesusSite
As Misericórdias de Deus - O Conforto que Deus Supre nas Horas de Angústia e Dor
Publicado em 2/27/2008
Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno.
Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.
Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.
As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque
as suas misericórdias não têm fim;
Renovam-se cada manhã
. Grande é a tua fidelidade.
A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.
Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele;
Ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança.
Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta.
O Senhor não rejeitará para sempre;
Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias;
Porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.
Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra,
Perverter o direito do homem perante o Altíssimo,
Subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?

Lamentações de Jeremias 3:21 - 36

Atenção: O material a seguir destina-se à leitura de pessoas maduras e pode ser profundamente perturbador à grande maioria dos leitores. O autor recomenda grande discrição no uso deste material e na exposição do mesmo.

O profeta Jeremias nos deixou um excelente poema falando acerca da misericórdia de Deus em Lamentações de Jeremias capítulo 3. No início do capítulo 3 de Lamentações de Jeremias, o profeta está refletindo sobre a destruição de Jerusalém e o desterro do povo judeu para a Babilônia do rei Nabucodonosor. Pelas palavras dos versos 19 e 20:


Lembra-te da minha aflição e do meu pranto,do absinto e do veneno.
Minha alma, continuamente, os recorda e se abatedentro de mim.

ele nos indica que a dor e a angústia retornavam todas as vezes que ele se lembrava de suas tribulações e suas reflexões eram tão deprimentes quanto suas perspectivas. Talvez como Jó o profeta estivesse pensando em "esquecer" suas aflições:
Se eu disser: eu me esquecerei da minha queixa, deixarei o meu ar triste e ficarei contente ainda assim todas as minhas dores me apavoram, porque bem sei que me não terás por inocente - Jó 9:27 - 28.

Mas não adiantava. Ele se lembra em todas as ocasiões - "minha alma continuamente os recorda" - verso 20 - da sua "aflição, do pranto, do absinto e do veneno" - ver verso19. É com estas palavras que ele se refere, de forma enfática, acerca da sua aflição. Era esta a maneira como ele percebia suas dores e como se sentia ao pensar nelas. Seus pensamentos se transformavam na própria miséria. Jeremias bem sabia que tudo pelo qual ele e o povo de Israel estavam passando era fruto do pecado e é exatamente o pecado que torna o cálice da aflição em um cálice de amargor profundo. Ele se lembrava que os cativos na Babilônia deviam ter bem vívidas em suas mentes as cenas do cerco, do incêndio e da destruição de Jerusalém. E certamente, como o próprio profeta eles deviam estar se lembrando de Sião, pois era impossível esquecer Jerusalém:

Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria - Salmos 137:1, 5 - 6.

A alma do profeta não estava somente abatida por causa da aflição em que ele se encontrava em profundo amargor - "absinto e veneno" - mas também por causa do pecado. Da mesma maneira nós devemos humilhar nossos corações quando Deus, em Sua providência, permite que sejamos afligidos ou nos aflige por causa dos nossos pecados. Quando temos esta atitude nós podemos nos aperfeiçoar pelas correções do passado e do presente e evitarmos as futuras.
A partir do verso 21, entretanto, as nuvens negras começam a se dissipar e começamos a enxergar o céu azul novamente. A queixa do profeta desde o começo do capítulo 3 e até o verso 20 era realmente muito deprimida e deprimente. A tristeza e a melancolia podem fazer o coração arrebentar. O profeta sabe disso e em vez de se entregar completamente à melancolia ele prefere resgatar seu coração, livrando-o da tristeza imensa, trazendo à memória o que me "pode dar esperança" - ver verso 21. As coisas que podem dar esperança ao profeta não são, neste contexto, as coisas antigas e passadas e sim as que ele espera que virão. Muitas vezes nossos corações estão cheios de tristeza e de aflição e nos sentimos perdidos e esquecidos. Mas Deus em Sua graça infinita nos desperta pela leitura da Sua palavra, por uma palavra amiga ou por uma lembrança e nos renova em esperança impedindo-nos de mergulharmos de cabeça no fundo do poço. Vamos juntos ver a que coisas o profeta poderia estar se referindo quando disse:

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança - Lamentações de Jeremias 3:21.

I. Em primeiro lugar o profeta reconhece que mesmo que as coisas estejam ruins, é somente pela graça de Deus que elas não estão piores. E nós sabemos que as situações podem ser sempre piores. Nós somos afligidos pela vara do Senhor, mas é por causa das misericórdias do Senhor que não somos consumidos:

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim - Lamentações de Jeremias 3:22.

Quando estamos enfrentando problemas e dificuldades nós devemos, para o encorajamento da nossa fé e esperança, observar quais são os benefícios que tal situação nos traz, além do mal evidente que é mais fácil de perceber. A situação está ruim, mas poderia ser bem pior e com esta possibilidade temos o outro lado de que a situação pode ser melhor. Note as coisas que o profeta nos ensina:
  • Ele reconhece o fluxo constante das misericórdias do Senhor. Por causa deste fluxo constante nós não somos consumidos. Somos como a sarça ardente, pegando fogo, mas não consumidos. Como igreja, independente das aflições pelas quais temos que passar, temos a certeza que estaremos aqui até o final dos tempos. O apóstolo Paulo resumiu bem esta verdade ao dizer:

    Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo - 2 Coríntios 4:7 - 10.
  • As misericórdias fluem de uma única fonte: Deus. Note a forma plural "misericórdias" que denota tanto abundância como variedade. Deus é uma fonte inesgotável de misericórdias. É por este motivo que ele é chamado de: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação - 2 Coríntios 1:3. Todos nós somos devedores à misericórdia de Deus pelo fato de não sermos consumidos.

II. Em segundo lugar o profeta, na sua profunda dor e aflição, ainda pode experimentar a ternura da compaixão divina e a verdade da promessa de Deus. É certo que em outros momentos ele se queixou do fato de Deus não ter demonstrado piedade, como quando disse:

Afastou a paz de minha alma; esqueci-me do bem. Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no SENHOR - Lamentações de Jeremias 2:17 - 18.

Mas agora ele se corrige e reconhece:
  • Que as misericórdias do Senhor não falham por causa da fidelidade de Deus. Mesmo em tempos difíceis quando parece que Deus bloqueou Suas misericórdia elas continuam, de fato, fluindo. Os rios das misericórdias de Deus correm cheios e transbordantes e nunca estão secos. Caso o suprimento do dia anterior alcance um nível baixo, o profeta tem certeza de que as misericórdias do Senhor serão completamente renovadas pela manhã. A cada manhã um novo, completo e suficiente suprimento estará disponível. No meio das suas aflições Jó disse que Deus visita os filhos dos homens a cada manhã:

    Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas nele o teu cuidado, e cada manhã o visites, e cada momento o ponhas à prova? - Jó 7:17 - 18.

    De maneira semelhante o profeta Sofonias reconhece que Deus traz à luz Seu juízo manhã após manhã:

    O SENHOR é justo, no meio dela; ele não comete iniqüidade; manhã após manhã, traz ele o seu juízo à luz; não falha; mas o iníquo não conhece a vergonha - Sofonias 3:5.

    Quando as coisas nas quais confiamos nos são tiradas o Senhor permanece constante manhã após manhã.


  • Que a fidelidade do Senhor é grande. Mesmo quando parece que o Senhor quebrou Sua aliança conosco ela está em plena força. Mesmo que Jerusalém esteja em ruínas, a verdade do Senhor dura para sempre. Não importa que tipo de dores e problemas nós tenhamos que enfrentar, nós não podemos nestes momentos entreter, nem por um segundo, pensamentos errados acerca de Deus e sim manter firme nossa posição de que Ele é compassivo e fiel:

    As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade - Lamentações de Jeremias 3:22 - 23.
    Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens - Salmos 90:3.

III. Em terceiro lugar o profeta se lembra que Deus é e sempre será a alegria toda-suficiente do Seu povo. Isto ocorre porque o povo de Deus O tem escolhido e depende - espera - que Deus seja exatamente isto:

A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele - Lamentações de Jeremias 3:24.

Assim temos que: quando nossa alma diz: "A minha porção é o SENHOR", nós estamos afirmando:
  • Que quando eu tiver perdido todas as coisas que tenho neste mundo, inclusive minha liberdade, meu sustento e quase a própria vida ainda assim eu não perdi meu interesse em Deus. Porções na terra são todas perecíveis, mas o Senhor é porção por toda a eternidade. Não podemos desprezar o fato de que até mesmo igrejas e pastores são muitas vezes responsáveis por grandes perdas em nossas vidas:

    Muitos pastores destruíram a minha vinha e pisaram o meu quinhão; a porção que era o meu prazer, tornaram-na em deserto - Jeremias 12:10.

    Mas a nossa porção mesmo nestas horas deve continuar a ser o Senhor, pelo simples fato de que nós mesmos somos a porção do Senhor.
  • Que enquanto eu tenho interesse em Deus eu tenho tudo o que eu preciso. Quando Deus é minha porção eu tenho aquilo que é suficiente para contrabalançar todas as minhas aflições e compensação por todas as minhas perdas. Deus, como nossa porção, não pode jamais ser tirado de nós.
  • Que isto é em que eu dependo e descanso satisfeito. Portanto "esperarei nele". Vou me lançar sobre Ele completamente, e vou me encorajar em Deus quando todos os outros apoios que me sustentavam desabarem. Note bem: é nossa obrigação fazer do Senhor a porção das nossas almas e recebê-lo como Consolador no meio das nossas lamentações.

IV. Em quarto lugar o profeta nos lembra que todos aqueles que se relacionam com Deus descobrirão que a confiança depositada nEle não é em vão. Isto se evidencia pelos seguintes fatos:
  • Deus é bom para os que confiam n'Ele:

    Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca - Lamentações de Jeremias 3:25.

    Deus é bom para todos. Suas tenras misericórdias são derramadas sobre toda Sua criação; todas as Suas criaturas podem experimentar da Sua bondade. Mas Deus é bondoso de uma maneira toda especial para aqueles que esperam n'Ele, para a alma que o busca:

    Melhor é buscar refúgio no SENHOR do que confiar no homem - Salmos 118:8.
    Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração - Jeremias 29:13.

    Todas as vezes que as dificuldades se prolongarem ou que o livramento parecer demorado devemos esperar pacientemente pelo Senhor e Suas misericórdias:

    Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro - Salmo 40:1.

    Enquanto aguardamos pelo Senhor em fé, nós precisamos buscá-lo em oração. Nossas almas precisam buscar o Senhor com intensidade. Esta busca, em oração, irá nos ajudar na nossa espera. E Deus tem prometido ser todo gracioso para aqueles que O buscam e O aguardam desta maneira. É a estes que Deus irá revelar sua maravilhosa bondade.
  • Todos aqueles que esperam no Senhor descobrirão que isto é algo bom:

    Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio - Lamentações de Jeremias 3:26.

    Aguardar a salvação do Senhor é bom - de fato esta é nossa responsabilidade e será nosso conforto e satisfação indescritíveis. Aguardar a salvação do Senhor em silêncio quer dizer que devemos aguardar pelo Senhor mesmo quando pareça que ele está demorando e que as dificuldades parecem insuperáveis. Enquanto esperamos em tais situações não devemos murmurar nem nos sentir transtornados e sim nos submeter em silêncio aos desígnios divinos. Se nos lembrarmos das palavras do Senhor Jesus quando disse: "seja feita a Tua vontade", nós podemos ter esperança de que tudo irá terminar exatamente como Deus deseja e este final é sempre o melhor para nós.

V. Em quinto lugar Jeremias nos lembra que as aflições são realmente boas para nós e que se as suportarmos da maneira correta elas irão produzir algo de bom para nós. Nós devemos saber que é bom não somente aguardar e esperar pela salvação do Senhor, mas que também é bom estarmos atribulados neste meio tempo:

Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade - Lamentações de Jeremias 3:27.

É bom para o homem suportar jugo na sua mocidade. Muitos dos jovens a quem Jeremias estava se referindo haviam sido levados como cativos para a Babilônia. É para aliviá-los que Jeremias escreve este versículo. Note que Jeremias não culpa os Babilônios. Ele diz que, em última instância, quem está trazendo este jugo sobre aqueles jovens é Deus mesmo. Este jugo é como aquele que é representado pelos mandamentos de Deus. É muito bom que aprendamos desde cedo que temos sérias obrigações para com Deus e não podemos pretender que Deus aceita qualquer coisa. Nunca é cedo demais para começarmos a nos moldar pelo molde de Deus. Sem o jugo que Deus nos impõe a grande maioria de nós seria como touros indomáveis que não se ajustam ao uso da canga e se tornam improdutivos. Jeremias nos diz que em tais situações nós devemos:
  • Acalmar-nos diante das nossas adversidades e aprender a nos sentar sozinhos e guardar silêncio:

    Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele - Lamentações de Jeremias 3:28

    Em vez de correr de um lado para o outro reclamando da nossa condição e agravando nossa situação e calamidade, questionando os propósitos da providência no que nos diz respeito, devemos nos retirar no dia da adversidade para um local tranqüilo onde possamos sentar sozinhos e mantermos comunhão com o Senhor, silenciando nossos pensamentos de descontentamento e colocarmos nossas mãos sobre nossas bocas, como fez Aarão, que em meio à terrível tribulação pela qual teve que passar, ainda assim guardou sua paz:
    Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou - Levítico 10:1 - 3.

    Todas as vezes que Deus trouxer um jugo sobre nossos pescoços nós devemos nos submeter de forma paciente.
  • Quando nos humilhamos diante de Deus e aguardamos pacientemente pelo Senhor, nos humilhando de forma verdadeira:

    Ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança - Lamentações de Jeremias 3:29

    Muitas vezes será conveniente no humilharmos completamente, encostando nossos próprios rostos no chão, como uma demonstração da nossa submissão à vontade de Deus no meio da aflição, bem como uma demonstração da nossa tristeza, da nossa vergonha e de quanto nós nos abominamos por sermos os pecadores que somos. Precisamos agir com a mesma dignidade de Jó:

    Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza - Jó 42:2 - 6.

    Quando nos humilhamos desta maneira o profeta nos diz: "talvez ainda haja esperança".
  • Quando somos mansos e nos submetemos àqueles que são os instrumentos das nossas aflições e mantemos um espírito perdoador:

    Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta - Lamentações de Jeremias 3:30.

    Então nos tornamos verdadeiros filhos de Deus como descritos em Mateus 5:39 - 41:

    Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.

    Nosso Senhor Jesus nos deixou um exemplo vivo de como proceder. O profeta Isaías descreveu algumas das coisas pelas quais o Senhor passou quando disse:

    Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam - Isaías 50:6.

    Aqueles que são capazes de resistir às ofensas e afrontas e que não revidam ultraje com ultraje, nem fazem ameaças quando maltratados, imitando nosso Senhor:

    Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente - 1 Pedro 2:20 - 23.

    Todos os que agem desta maneira descobrirão que é benéfico suportar este jugo e que em última instância o mesmo se transformará em uma vantagem espiritual. Como disse o apóstolo Paulo:
    E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado - Romanos 5:3 - 5.

VI. Em sexto lugar o profeta Jeremias reflete acerca do glorioso fato de que Deus irá retornar de forma graciosa ao Seu povo com consolações proporcionais às aflições causadas:
O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias - Lamentações de Jeremias 3:31 - 32.

É por este motivo que o profeta decide ser penitente e paciente. De fato a compreensão de como Deus é gracioso e misericordioso é o maior incentivo ao arrependimento como proposto nos evangelhos, bem como à paciência cristã. Quando agimos assim nós podemos ter certeza de que:
  • Apesar de estarmos humilhados nós não perdemos nossa herança, continuamos filhos de Deus.
  • Apesar de estarmos humilhados não ficaremos para sempre neste estado, pois a controvérsia entre nós e Deus não é eterna.
  • Seja qual for a tristeza pela qual temos que passar ou estejamos passando a mesma é exatamente o que Deus tem designado para nós e Sua mão pode ser vista no controle de todas as coisas. É Deus quem causa a tristeza e por este motivo nós podemos ter a certeza que a mesma é sábia e graciosamente ordenada. Tal tristeza é sempre por um tempo e tem um propósito específico:
    Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma - ver 1 Pedro 1:6 - 9.
  • Que Deus tem guardado muitas consolações para aqueles que Ele tenha, por ventura, entristecido. É tolice pensar que quando Deus nos entristece o mundo pode nos consolar. O mesmo que nos entristeceu precisa nos trazer o consolo. Como nos ensina o profeta Oséias temos que nós voltar para Deus, pois foi Ele quem nos feriu e é Ele quem irá nos sarar:
    Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará - Oséias 6:1.
  • Quando Deus se volta para lidar graciosamente conosco não O faz baseado em nossos méritos, mas de acordo com Suas misericórdias. Sim, de acordo com Sua multidão de misericórdias. Nós somos tão indignos que somente uma multidão de misericórdias pode realmente resolver nossa pecaminosidade. Todos aqueles que têm este tipo de expectativa não verão as aflições como algo negativo e sim como uma oportunidade de Deus derramar uma multidão de misericórdias!

VII. Em sétimo lugar Jeremias nos lembra que todas as vezes que Deus causa dor e aflição, Ele tem um propósito sábio e santo e, em nenhuma hipótese, Deus se alegra em nos ver aflitos:

Porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens - Lamentações de Jeremias 3:33.

Deus de fato aflige e traz agravos sobre os filhos dos homens. Todas as aflições que vem sobre nós têm sua origem em Deus. Mas Deus não tem nenhum prazer em nos afligir. Destas duas últimas frases podemos concluir que:
  • Deus só nos aflige quando nós damos motivos para Ele assim proceder. Deus não dispensa Seus aborrecimentos da mesma maneira que ele dispensa seus favores. Deus não tem prazer em afligir, mas tem prazer em dispensar Seu amor e compaixão porque eles são imensos - ver Lamentações de Jeremias 3:32 acima. Quando Deus manifesta sua bondade Ele o faz porque isto lhe agrada, mas quando Sua receita envolve coisas amargas para nós é porque nós merecemos e precisamos destas coisas.
  • Deus não tem prazer em nos afligir. Deus não tem prazer na morte dos pecadores ou nas inquietações dos Santos, mas sempre nos aflige com certa relutância. É como se Deus tivesse que se deslocar do seu lugar, o assento de misericórdia - ver Hebreus 4:16 - para nos afligir. Deus não tem nenhum prazer em ver nenhuma de Suas criaturas em estado miserável. E naquelas situações que envolvem Seu próprio povo, Deus sofre juntamente com Seu povo, o Senhor se aflige com as aflições do Seu povo. Deus é movido à compaixão![1]
  • Deus preserva Sua bondade para com Seu povo mesmo quando o aflige. Como Deus não aflige de bom grado os filhos dos homens, muito mais, então, Seus próprios filhos. Independente de qualquer coisa Deus é bom

    Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo - Salmos 73:1.

    Os filhos de Deus precisam aprender a ver o amor no coração de Deus mesmo quando estão vendo o rosto irado de Deus e a vara da disciplina em Suas mãos.

VIII. Em oitavo lugar o profeta nos faz lembrar que apesar de Deus usar seres humanos como instrumentos para corrigir Seu próprio povo, Deus está muito longe de se agradar dos excessos que os homens cometem:

Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra, perverter o direito do homem perante o Altíssimo, subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor? - Lamentações de Jeremias 3:34 - 36.

Mesmo que Deus use para Seus próprios propósitos a violência de homens perversos e pouco razoáveis ainda assim não podemos concluir que Deus aprova os métodos violentos e opressivos como somos muitas vezes tentados:

Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele? - ver Habacuque 1:13.

O profeta Jeremias descreve duas maneiras pelas quais o povo de Deus é injuriado e oprimido pelos inimigos e nos assegura que Deus não aprova nenhuma delas:
  • Se os homens causam danos ao povo de Deus pelo uso de força física, Deus não aprova este tipo de agressão, pois Deus não pisa debaixo dos pés a todos os presos da terra, pelo contrário, Deus ouve cada lamento e reclamo causado por ações opressoras. Deus não somente não aprova tal opressão, mas a mesma O desagrada profundamente. É uma verdadeira afronta a Deus "pisar em cima" daqueles que já estão prostrados ou agredir aqueles que estão amarrados e não podem se defender.
  • Por outro lado aqueles que causam o mal sob a bandeira da "justiça e lei" e neste processo de forma pretensiosa "perverterem o direito do homem perante o Altíssimo", de tal maneira que sejam negados ao oprimido seus direitos e plena e verdadeira justiça, e pensam que estão fora do alcance de Deus, e, se estes mesmos homens subverterem a justa causa de qualquer pessoa e impuserem um veredicto injusto ou promoverem um falso juramento que sejam então advertidos que:
    • Deus está vendo tudo. Todas as coisas estão patentes diante daquele a quem todos nós teremos que prestar conta:

      Subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor? - Lamentações de Jeremias 3:36.
      E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas - Hebreus 4:13.

      Tudo está revelado diante de Deus e estes atos mencionados acima são extremamente desagradáveis a Ele. E todos os homens conhecem esta verdade. Portanto, quando agem de maneira tão injusta o fazem com altivez e arrogância contra Deus, o Todo-Poderoso. Os homens preferem ignorar a simples verdade de que Deus está acima de todos os seres por mais poderosos que estes possam ser:

      Se vires em alguma província opressão de pobres e o roubo em lugar do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que está alto tem acima de si outro mais alto que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram - ver Eclesiastes 5:8.
    • Deus não aprova tais atitudes. Existem implicações bem maiores do que o texto nos informa diretamente. A perversão da justiça ou a subversão do direito de qualquer pessoa são uma grande afronta a Deus. E mesmo que Deus use tais elementos para corrigir Seu próprio povo mais cedo ou mais tarde irá confrontar tais pessoas diretamente. Deus muitas vezes permite que os perversos progridam neste mundo, mas isto não quer dizer, nem por um instante sequer, que Ele está aprovando o que estas pessoas estão fazendo. Deus é bom e não tolera a iniqüidade de nenhuma espécie.

Que as palavras de Deus, através de suas muitas testemunhas, citadas acima, nos sirvam de consolo e fortalecimento seja na hora, da angústia, da tribulação, das dificuldades e até mesmo diante de perseguições.

Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra - 2 Tessalonicenses 2:16 -17.
Alexandros Meimaridis - petrakis_adm@yahoo.com.br
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

"Toda a mulher sábia edifica a sua casa: mas a tola derruba-a com as suas mãos."Provérbios 14:1

Com o decorrer da vida, nos deparamos com vários tipos de mulheres. Sejam elas nossa mãe, irmã, tia, professora, amiga de escola. Em cada mulher há uma
personalidade única e especial.
A mulher é diferente do homem tanto fisicamente quanto psicologicamente, vendo muitas vezes o lado mais emocional das situações que a razão.
Nas mãos da mulher Deus entregou uma responsabilidade: edificar a própria casa. Mas o que seria afinal edificar?
A palavra nos remete ao sentido de construir. Esta é a responsabilidade da mulher perante o casamento e a família: construir um lar harmonioso, onde seja agradável viver.
Nem todas as mulheres tem a virtude da mulher sábia, que edifica sua casa. Muitas mulheres, por conta de sua própria tolice podem levar um lar à ruína.
A Bíblia relata o caso da mulher rixosa, a mulher que vive murmurando constantemente, brigando, está sempre irritada e irritando toda a família. A mulher que age deste modo desestrutura a harmonia do lar, tornando-o um lugar insuportável. Seu esposo não tem prazer de estar em casa, nem seus filhos, porque sabem que serão atormentados por aquela que deveria recebê-los com amor.
Em Provérbios 27:15 lemos:
"O gotejar contínuo no dia de grande chuva, e a mulher rixosa, uma e outra são semelhantes." Assim é comparada a mulher rixosa, como algo muito incômodo
.
A mulher rixosa torna-se tão desagradável para àqueles com quem convive, que sua presença torna-se um verdadeiro estorvo, sendo preferível qualquer outra coisa que viver com uma mulher assim:
"Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda." (Provérbios 21:19)

"Melhor é morar a um canto de umas águas-furtadas, do que com a mulher rixosa numa casa ampla."(Provérbios 25:24) Morar num canto de águas-furtadas é o mesmo que viver num canto onde há somente um telhadinho!
Se você se identificou com a mulher rixosa, ainda há uma solução! Nunca é tarde para mudar de atitude.
No capítulo 31 de Provérbios vemos as qualidades da mulher virtuosa, que trabalha em prol de uma boa convivência no lar com seu esposo, filhos, no trabalho, com os empregados, em todas as áreas da vida.
A respeito do tratamento da mulher virtuosa com o marido, lemos em Provérbios 31:12:
"Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida."

O que você tem feito com seu próprio lar? Como você tem tratado a responsabilidade que lhe foi confiada por Deus? Tem se tornado uma mulher com as
características da mulher rixosa, que torna o lar um lugar insuportável de se viver, ou tem se esforçado para trazer alegria aos seus mais chegados, que convivem com você diariamente?
A Bíblia nos faz uma pergunta e nos mostra o valor da mulher:
"Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis." (Provérbios 31:10)

Não siga o caminho da mulher rixosa, pois ela se enquadra no papel da mulher tola, capaz de destruir o próprio lar.
Seja uma mulher preciosa para o seu lar, para o seu esposo e filhos, para todos que a rodeiam e Deus irá abençoar sua vida e a vida daqueles com quem você convive.