QUEM É VOCÊ: RIXOSA OU SÁBIA?
"Toda a mulher
sábia edifica a sua casa: mas a tola derruba-a com as suas mãos."Provérbios
14:1
Com o
decorrer da vida, nos deparamos com vários tipos de mulheres. Sejam elas nossa
mãe, irmã, tia, professora, amiga de escola. Em cada mulher há uma personalidade única e especial.
A mulher é
diferente do homem tanto fisicamente quanto psicologicamente, vendo muitas vezes
o lado mais emocional das situações que a razão.
Nas mãos da mulher Deus
entregou uma responsabilidade: edificar a própria casa. Mas o que seria afinal
edificar?
A palavra nos remete ao sentido de construir. Esta é a
responsabilidade da mulher perante o casamento e a família: construir um lar
harmonioso, onde seja agradável viver.
Nem todas as mulheres tem a virtude da
mulher sábia, que edifica sua casa. Muitas mulheres, por conta de sua própria
tolice podem levar um lar à ruína.
A Bíblia relata o caso da mulher rixosa, a
mulher que vive murmurando constantemente, brigando, está sempre irritada e
irritando toda a família. A mulher que age deste modo desestrutura a harmonia do
lar, tornando-o um lugar insuportável. Seu esposo não tem prazer de estar em
casa, nem seus filhos, porque sabem que serão atormentados por aquela que
deveria recebê-los com amor.
Em Provérbios 27:15 lemos:"O gotejar
contínuo no dia de grande chuva, e a mulher rixosa, uma e outra são
semelhantes." Assim é
comparada a mulher rixosa, como algo muito incômodo.
A mulher rixosa torna-se tão
desagradável para àqueles com quem convive, que sua presença torna-se um
verdadeiro estorvo, sendo preferível qualquer outra coisa que viver com uma
mulher assim:"Melhor é
morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda." (Provérbios 21:19)
"Melhor é
morar a um canto de umas águas-furtadas, do que com a mulher rixosa numa casa
ampla."(Provérbios 25:24) Morar num canto de águas-furtadas
é o mesmo que viver num canto onde há somente um telhadinho!
Se você se identificou com a
mulher rixosa, ainda há uma solução! Nunca é tarde para mudar de atitude.
No
capítulo 31 de Provérbios vemos as qualidades da mulher virtuosa, que trabalha
em prol de uma boa convivência no lar com seu esposo, filhos, no trabalho, com
os empregados, em todas as áreas da vida.
A respeito do tratamento da mulher
virtuosa com o marido, lemos em Provérbios 31:12:"Ela lhe faz
bem, e não mal, todos os dias da sua vida."
O que você tem feito com seu
próprio lar? Como você tem tratado a responsabilidade que lhe foi confiada por
Deus? Tem se tornado uma mulher com as características da mulher rixosa, que torna o lar
um lugar insuportável de se viver, ou tem se esforçado para trazer alegria aos
seus mais chegados, que convivem com você diariamente?
A Bíblia nos faz uma
pergunta e nos mostra o valor da mulher:"Mulher
virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis." (Provérbios 31:10)
Não siga o caminho da mulher
rixosa, pois ela se enquadra no papel da mulher tola, capaz de destruir o
próprio lar.
Seja uma mulher preciosa para o seu lar, para o seu esposo e
filhos, para todos que a rodeiam e Deus irá abençoar sua vida e a vida daqueles
com quem você convive.
sábado, 24 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
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A DIFERENÇA ENTRE O CRENTE E O
DISCÍPULO O crente espera pães e peixes; o discípulo é um pescador. O crente luta por crescer; o discípulo luta para reproduzir-se. O crente se ganha; o discípulo se faz. O crente depende dos afagos de seu pastor; o discípulo está determinado a servir a Deus. O crente gosta de elogios; o discípulo do sacrifício vivo. O crente entrega parte de suas finanças; o discípulo entrega toda a sua vida. O crente cai facilmente na rotina; o discípulo é um revolucionário. O crente precisa ser sempre estimulado; o discípulo procura estimular os outros. O crente espera que alguém lhe diga o que fazer; o discípulo é solícito em assumir responsabilidades. O crente reclama e murmura; o discípulo obedece e nega-se a si mesmo. O crente é condicionado pelas circunstâncias; o discípulo as aproveita para exercer a sua fé. O crente exige que os outros o visitem; o discípulo visita. O crente busca na palavra promessas para a sua vida; o discípulo busca vida para receber as promessas da Palavra. O crente pensa em si mesmo; o discípulo pensa nos outros. O crente se senta para adorar; o discípulo anda adorando. O crente pertence a uma instituição; o discípulo é uma instituição em si mesmo. Para o crente, a habitação do Espírito Santo em si é sua meta; para o discípulo, é meio para alcançar a meta de ser testemunha viva de Cristo a toda criatura. O crente vale porque soma; o discípulo vale porque multiplica. Os crentes aumentam a comunidade; os discípulos aumentam as comunidades. Os crentes foram transformados pelo mundo; os discípulos transformaram, transformam e transformarão o mundo. Os crentes esperam milagres; os discípulos os fazem. O crente velho é problema para a igreja; o discípulo idoso é problema para o reino das trevas. Os crentes se destacam construindo templos; os discípulos se fazem para conquistar o mundo. Os crentes são fortes soldados defensores; os discípulos são invencíveis soldados invasores. O crente cuida das estacas de sua tenda; o discípulo desbrava e aumenta o seu território. O crente se habitua; o discípulo rompe com os velhos moldes. O crente sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer uma igreja real. A meta do crente é ir para o Céu; a meta do discípulo é ganhar almas para povoar o Céu. O crente maduro finalmente é um discípulo; o discípulo maduro assume os ministérios para o Corpo. O crente necessita de festas para estar alegre; o discípulo vive em festa porque é alegre. O crente espera um avivamento; O discípulo é parte dele. O crente agoniza sem nunca morrer; o discípulo morre e ressuscita para dar vida a outros. O crente longe de sua congregação lamenta por não estar em seu ambiente; o discípulo cria um ambiente para formar uma congregação. Ao crente se promete uma almofada; ao discípulo se entrega uma cruz. O crente é sócio; o discípulo é servo; O crente cai nas ciladas do diabo; o discípulo as supera e não se deixa confundir. O crente é espiga murcha; o discípulo é grão que gera espigas saudáveis. O crente responde talvez... o discípulo responde eis-me aqui. O crente preocupa-se só em pregar o evangelho; o discípulo prega e faz outros discípulos. O crente espera recompensa para dar; o discípulo é recompensado porque dá. O crente é pastoreado como ovelha. O discípulo apascenta os cordeiros. O crente se retira quando incomodado; o discípulo expulsa quem realmente quer incomodá-lo os demônios. O crente pede que os outros orem por ele; o discípulo ora pelos outros. Os crentes se reúnem para buscar a presença do Senhor; o discípulo carrega a Sua presença através do Espírito Santo. Ao crente é pregada somente a salvação pelo Sangue de Jesus; O discípulo toma a Santa Ceia e anuncia às potestades do ar a vitória de Cristo sobre elas, para a Glória de Deus. O crente segue tentando limpar-se para ser digno de Deus; o discípulo não se olha mais e faz a obra na fé de que Cristo já o limpou. O crente espera que alguém lhe interprete as escrituras; o discípulo conhece a voz de seu Senhor e testemunha dEle. O crente não se relaciona com membros de outras igrejas; o discípulo ama a todos pois isto é uma ordem de Deus, e só assim o mundo o reconhecerá como discípulo de Jesus. O crente procura conselhos dos outros para tomar uma decisão; o discípulo ora a Deus, lê a Palavra e em fé toma a decisão. O crente espera que o mundo melhore; o discípulo sabe que não é deste mundo e espera o encontro com seu Senhor. |
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Mentira na Bíblia
Não dirás falso testemunho contra o teu proximo.
Êxodo 20:16
Êxodo 20:16
O que usa de fraude não habitará em minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos.
Salmos 101:7
Salmos 101:7
Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite.
Provérbios 12:22
Provérbios 12:22
Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros.
Efésios 4:25
Efésios 4:25
não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;
Colossenses 3:9-10
Colossenses 3:9-10
Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
Tiago 3:14
Tiago 3:14
Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
Apocalipse 22:15
Apocalipse 22:15
Outros Versículos encontrados:
Mas eles replicaram. É mentira; dize-no-lo, pedimos-te. Ao que disse Jeú: Assim e assim ele me falou, dizendo: Assim diz o Senhor: Ungi-te rei sobre Israel.
2 Reis 9:12
2 Reis 9:12
Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?
Salmos 4:2
Salmos 4:2
Destróis aqueles que proferem a mentira; ao sanguinário e ao fraudulento o Senhor abomina.
Salmos 5:6
Salmos 5:6
Mas o rei se regozijará em Deus; todo o que por ele jura se gloriará, porque será tapada a boca aos que falam a mentira.
Salmos 63:11
Salmos 63:11
A testemunha verdadeira não mentirá; a testemunha falsa, porém, se desboca em mentiras.
Provérbios 14:5
Provérbios 14:5
Suave é ao homem o pão da mentira; mas depois a sua boca se enche de pedrinhas.
Provérbios 20:17
Provérbios 20:17
Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário;
Provérbios 30:8
Provérbios 30:8
Porquanto dizeis: Fizemos pacto com a morte, e com o Seol fizemos aliança; quando passar o flagelo trasbordante, não chegará a nós; porque fizemos da mentira o nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.
Isaías 28:15
Isaías 28:15
E farei o juízo a linha para medir, e a justiça o prumo; e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas inundarão o esconderijo.
Isaías 28:17
Isaías 28:17
Apascenta-se de cinza. O seu coração enganado o desviou, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?
Isaías 44:20
Isaías 44:20
Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade.
Isaías 59:3
Isaías 59:3
Como pois dizeis: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Mas eis que a falsa pena dos escribas a converteu em mentira.
Jeremias 8:8
Jeremias 8:8
E encurvam a língua, como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade; porque avançam de malícia em malícia, e a mim me não conhecem, diz o Senhor.
Jeremias 9:3
Jeremias 9:3
E engana cada um a seu próximo, e nunca fala a verdade; ensinaram a sua língua a falar a mentira; andam-se cansando em praticar a iniqüidade.
Jeremias 9:5
Jeremias 9:5
porque vos profetizam a mentira, para serdes removidos para longe da vossa terra, e eu vos expulsarei dela, e vós perecereis.
Jeremias 27:10
Jeremias 27:10
Não deis ouvidos às palavras dos profetas que vos dizem: Não servireis ao rei de Babilônia; porque vos profetizam a mentira.
Jeremias 27:14
Jeremias 27:14
Então falei aos sacerdotes, e a todo este povo, dizendo: Assim diz o Senhor: Não deis ouvidos às palavras dos vossos profetas, que vos profetizam dizendo: Eis que os utensílios da casa do senhor cedo voltarão de Babilônia; pois eles vos profetizam a mentira.
Jeremias 27:16
Jeremias 27:16
Então disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: O Senhor não te enviou, mas tu fazes que este povo confie numa mentira.
Jeremias 28:15
Jeremias 28:15
Manda a todos os do cativeiro, dizendo: Assim diz o Senhor acerca de Semaías, o neelamita: Porquanto Semaías vos profetizou, quando eu não o enviei, e vos fez confiar numa mentira,
Jeremias 29:31
Jeremias 29:31
Embruteceu-se todo homem, de modo que não tem conhecimento; todo ourives é envergonhado pelas suas imagens esculpidas; pois as suas imagens de fundição são mentira, e não há espírito em nenhuma delas.
Jeremias 51:17
Jeremias 51:17
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
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ESTUDO DO LIVRO DE
RUTE
A história de Rute se
passa no tempo dos Juízes, num período de desobediência, idolatria e violência.
Conta como uma mulher viúva, moabita, que mesmo sendo de uma nação proibida de
entrar na congregação do Senhor, eternamente (Dt .3), decidiu seguir o povo de
Deus, se tornou bisavó de Davi e ancestral do
Messias.
Essa história desenrola-se entre o mandato dos juizes Gideão e
Jefté. O livro reflete um período transitório de paz entre Israel e Moabe (Jz
3.12-30). Oferece uma série de vislumbres da vida de membros de uma família
israelita. Apresenta também um relato ameno de como permanecera um pouco de fé e
piedade genuína no período dos juízes, suavizando um retrato da época que se não
fosse por isso, seria totalmente obscuro.
AUTOR
A
autoria do livro é desconhecida. Devido a genealogia no capítulo 4 que vai até
Davi, mas não até Salomão, alguns estudiosos entendem que este livro tenha sido
escrito depois de Davi ser ungido rei, mas antes de assumir o trono, quando
Samuel ainda era vivo, por isso uma tradição judaica atribui a autoria do livro
de Rute ao profeta Samuel.
COMPOSIÇÃO E PROPÓSITO
Apesar de situado na Bíblia após o livro de juízes, a exemplo da Septuaginta e da Vulgata Latina, a ordem judaica coloca o
livro na terceira divisão do cânon, entre os Escritos. Por isso não é
considerado parte da história deuteronomista.
Essa comovente história tem provocado diferentes conclusões quanto
ao seu propósito. Uma história como essa não precisa de moral para justificar
sua popularidade, porém não há duvidas de que ela tem uma moral ou um propósito
teológico. Os interpretes da Bíblia não tem dificuldade em encontrar um
propósito; o desafio tem sido encontrar um tema central que perpasse todo o
texto.
Propósito principal – mostrar como uma mulher gentia se converteu
em um dos antepassados de Cristo.
O livro de Rute tem sido interpretado como celebração do seguinte:
1 - que um convertido, mesmo sendo de Moabe, pode ser fiel ao
Senhor e obter filiação plena em Israel.
2 – Que qualidades como lealdade e fidelidade as leis do Senhor
demonstradas por um estrangeiro podem servir de modelo para o povo de
Israel.
Boaz é o modelo para o parente que redime, ao passo que Rute
reflete graciosamente o amor fiel de Deus a quem busca refúgio em suas asas.
Como o livro termina em Davi, muitos o consideram uma mensagem
relativa ao rei. A questão é:
- O que o livro quer transmitir sobre ele?
- É uma tentativa de explicar e desculpar sua ascendência
estrangeira?
- Pretende mostrar a providência divina em ação para preservar a
linhagem da qual era herdeiro?
Outros consideram a ligação de Davi com o livro, secundária.
Acreditam que o propósito é promover a conversão de povos estrangeiros ou
desmotivar o casamento de israelitas com eles. Ambas as ideias são difíceis de
apoiar por causa da mudança da situação descrita na obra e por causa do seu tom
suave.
DIFICULDADES
Questões que tem fascinado estudiosos surgem diretamente de
elementos estranhos da narrativa. Estes podem ser divididos em
grupos:
1
– Questões relacionadas com as dificuldades de definir a data e origem do
livro.
2
– Questões sobre costumes legais, especialmente as obrigações familiares de um
parente próximo de uma pessoa falecida.
TEMA
Providência divina. Diante da tragédia que se abateu na família de
Elimeleque, Deus recompensou amplamente a piedade de Noemi e a lealdade de
Rute.
Como a vida de uma jovem moabita foi
enriquecida:
1
– Por meio da constância de uma sábia escolha
(1.16).
2
– Por meio de um trabalho humilde (2.2-3).
3
– Ao aceitar o conselho de uma amiga mais idosa e experiente
(3.1-5).
4
– Por meio de uma aliança providencial (4.10-11).
5
– Por sua exaltação em uma família real (4.13-17).
TEOLOGIA
Talvez pareça surpreendente que quem
reflete o amor de Deus seja uma moabita, povo que foi amaldiçoado
pelo próprio Deus, por terem agido como inimigos do povo de Israel durante a
caminhada deles no deserto em direção a Canaã (Dt 23.3-4). No entanto, sua total
lealdade à família israelita que à acolheu por casamento e sua devoção total à
sogra Noemi, tornam essa mulher verdadeira filha de Israel, ancestral de Davi e
por consequência de Jesus. É um exemplo claro que Deus não escolhe ninguém por
causa da família, nação ou povo, mas sim por ajustar a sua vida a vontade de
Deus. Rute ao ser incluída na linhagem de Jesus, significa que todos as nações
serão aceitos e representados no reino de Deus.
CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS
Embora seja um documento de clara importância histórica sobre o
período dos juízes, a narrativa do livro é desenvolvida com intensidade
dramática. A história move-se rapidamente através de vários estágios, cada um
sendo marcado por elementos de ironia e suspense, todos contribuindo para
comprovar a fidelidade da providência divina. O Senhor inspira o retorno de
Noemi para Israel, a fidelidade de Rute, a aliança e o apego correto de Boaz no
cumprimento da lei. O livro fecha com uma genealogia do rei Davi, o descendente
de Boaz, o israelita e de Rute a moabita, uma jovem viúva que se refugiou sobre
as asas do Senhor Deus de Israel (2.12).
Rute e Boaz fazem parte de uma genealogia mais extensa onde a graça
de Deus é combinada com a fraqueza humana.
O
QUE ERA O RESGATADOR?
O
sistema do levirato é explicado na literatura israelita em Deuteronômio 25.5-10.
De acordo com essa lei, se um homem morresse sem deixar filhos, o irmão era
obrigado a gerar um filho com a viúva. Posteriormente, esse filho seria
considerado herdeiro do irmão falecido. Assim as famílias não teriam
fim.
A
interpretação do costume do levirato é condizente com direitos de resgate de
terras e introduz o contexto legal do livro de Rute. O termo “Resgatador”, é
tirado da lei de resgate de terras (Lv 25.25-31, 47-55). Segundo essa lei, a
terra vendida podia ser comprada de volta por um parente para manter a terra na
família. Tanto a lei da terra quanto o levirato tinham o propósito de preservar
família e terra, questões essenciais na aliança. Eram provisões sociais pelas
quais as promessas divinas continuariam a se realizar mesmo para famílias em
crise.
QUEM ERAM OS MOABITAS?
Os moabitas são descendentes de Ló, sobrinho de Abraão com sua
filha primogênita. Estabeleceram-se na Transjordânia, território entre o mar
Morto e o deserto da Arábia, anteriormente ocupada pelos emins, conhecidos
também como refains ou enaquins (Deuteronômio 21.10-11). Muitas vezes faziam
incursões predatórias em Israel; “em
bandos costumavam invadir a terra, à entrada do ano” (2 Reis 13.20).
Combatidos por juízes e por Saul, foram definitivamente vencidos por Davi.
Tinham religião politeísta e um regime monárquico. Seus deuses principais eram
Quemos, Atar e Baal-Peor. Inscrições encontradas coincidem com os da Bíblia e
mostram que Quemos era o deus de Moabe.
ANÁLISE HISTÓRICA
Sobre Noemi:
1- Sua permanência em Moabe (1.1-5).
2- Seu triste regresso à Belém (1.6-22).
Sobre Rute:
1- Respiga nos campos de Boaz (cap. 2).
2- Seu casamento com Boaz (4.13)
3- O nascimento de seu filho Obede, avô de Davi
(4.13-16).
4- Na genealogia de Davi (4.18-22).
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Possivelmente, você já dever ter lido em muitas passagens bíblicas a menção da palavra escriba. Destaco dois textos dos muitos onde ela aparece: “Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras, dos mandamentos e dos estatutos do SENHOR sobre Israel:” (Esdras 7. 11). “Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.” (Mateus 8. 19)
O escriba era um especialista na Lei (No Antigo Testamento, principalmente na Lei de Moisés). Suas principais funções eram interpretar a Lei de Moisés, trazendo soluções para as questões difíceis, e fazer cópias exatas da Lei para o uso nas sinagogas. Era referência quando o assunto era a Lei de Deus. Era uma espécie de teólogo, de mestre, de professor, de doutor da Lei.
Com o passar dos anos, na época de Jesus, os escribas, com suas interpretações, já haviam montado uma espécie de “tradição” que andava paralela ao que dizia a Palavra de Deus. Ela é mencionada na Bíblia como “tradição dos Anciãos”. Eles fizeram uma espécie de “lei” que eles mesmos escreveram e que a atribuíam como sendo a vontade de Deus. Veja um exemplo: “Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem.” (Mateus 15. 2).Lavar as mãos antes da refeição foi uma “lei” incorporada na religião e na cultura pelos escribas por “tradição”. Não há nenhuma lei na Bíblia mencionando essa obrigatoriedade.
Diversas “tradições” desse tipo foram sendo incorporadas na religião judaica e na cultura, o que fez com que Jesus se dirigisse aos escribas de forma dura, pois eles haviam se desviado da sua verdadeira função: “Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus (…) Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.” (Mateus 23. 2, 4)
Por fim, tiveram papel fundamental, junto com os fariseus, no martírio de Jesus Cristo.
O escriba era um especialista na Lei (No Antigo Testamento, principalmente na Lei de Moisés). Suas principais funções eram interpretar a Lei de Moisés, trazendo soluções para as questões difíceis, e fazer cópias exatas da Lei para o uso nas sinagogas. Era referência quando o assunto era a Lei de Deus. Era uma espécie de teólogo, de mestre, de professor, de doutor da Lei.
Com o passar dos anos, na época de Jesus, os escribas, com suas interpretações, já haviam montado uma espécie de “tradição” que andava paralela ao que dizia a Palavra de Deus. Ela é mencionada na Bíblia como “tradição dos Anciãos”. Eles fizeram uma espécie de “lei” que eles mesmos escreveram e que a atribuíam como sendo a vontade de Deus. Veja um exemplo: “Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem.” (Mateus 15. 2).Lavar as mãos antes da refeição foi uma “lei” incorporada na religião e na cultura pelos escribas por “tradição”. Não há nenhuma lei na Bíblia mencionando essa obrigatoriedade.
Diversas “tradições” desse tipo foram sendo incorporadas na religião judaica e na cultura, o que fez com que Jesus se dirigisse aos escribas de forma dura, pois eles haviam se desviado da sua verdadeira função: “Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus (…) Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.” (Mateus 23. 2, 4)
Por fim, tiveram papel fundamental, junto com os fariseus, no martírio de Jesus Cristo.
Publicano é o nome dado aos coletores de impostos nas províncias do Império Romano.
Buckland [1] afirma que havia duas espécies de publicanos:
- Os publicanos gerais, que eram responsáveis pela renda do império perante o imperador romano;
- Os publicanos delegados por estes em cada província.
Os publicanos na Bíblia
De acordo com o Novo Testamento da Bíblia, os publicanos eram detestados pelos judeus e muitas vezes envolviam-se em corrupção cobrando das pessoas além do que deveriam. E sofriam um grande repúdio da casta religiosa dos fariseus.
Relatam os Evangelhos que alguns publicanos converteram-se ao cristianismo, entre os quais Mateus (vide Chamado de Mateus), que deixou o ofício para se tornar apóstolo, e Zaqueu (Lucas 19:1-10) ao ser visitado por Jesus, promoveu restituição a todos que havia defraudado.
Jesus utilizou a figura dos publicanos, considerados grandes pecadores pelo povo, para ilustrar parábolas, como a Parábola do Fariseu e do Publicano ou a Parábola da Ovelha Perdida.
Relata o Novo Testamento que João Batista, quando foi indagado pelos publicanos sobre como deveriam proceder, recomendou-lhes que não tomassem das pessoas além do que lhes estava ordenado recolher (Lucas 3:12-13).
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Louvor e Adoração
Louvor e adoração são duas coisas distintas, e objeto de uma confusão tremenda no meio evangélico. Como sempre coloco, há uma ignorância muito grande acerca de Deus na Igreja. Os participantes de nossas igrejas (inclusive muitos Obreiros e cooperadores) têm pouco conhecimento acerca do Deus a quem dizem servir (não que eu tenha muito). Daí porque há um grande número de Obreiros consagrados que acabam por abandonar a Obra ou a Casa do Senhor.
O Louvor foi elevado a condição de MINISTÉRIO, juntamente com a Adoração. O(a) amado(a) leitor(a) já ouviu falar do Ministério de Louvor e Adoração? É tratado como se fosse uma coisa autônoma e independente dentro da Igreja. Isto não corresponde, a meu ver, à melhor interpretação das Sagradas Escrituras.
Comecemos pelo CONCEITO de louvor. O que é LOUVOR? Normalmente o louvor é associado a cânticos, músicas, melodias. Assim, é comum que os "Ministros de Louvor" sejam os músicos, os cantores, os instrumentistas. Estes, normalmente, acreditam que o louvor (isto é, a parte musical) é a parte mais importante do culto, e reclamam do pouco tempo e importância que a ele se dá. Mais: acreditam que o louvor seria o mais importante pilar de uma igreja.
O louvor, o sacrifício de louvor, de acordo com a própria Bíblia, é o fruto dos lábios que confessam o nome de Jesus (Heb.13:15).
A música sempre teve um papel importantíssimo na cultura humana. E, reconheça-se, ela tem o poder de mudar o estado de espírito de uma pessoa. Isto é, uma pessoa triste pode ficar alegre cantando. E esta tem sido, infelizmente, a forma como o louvor tem sido encarado e praticado em nossas igrejas. Não que isso seja uma coisa ruim. Em absoluto. Mas esta não é a finalidade bíblica e espiritual do louvor, enquanto música e canto.
Em Tiago 5:13 lemos:
"está aflito alguém entre vós? Ore. Está alguém contente? Cante louvores". Tiago 5.13
Isto é, o louvor é produto, é resultado, é conseqüência. E não fundamento, origem, pilar, base, esteio.
Lendo-se o livro de Salmos, vemos que os louvores têm sempre um FUNDAMENTO, uma CAUSA. Tipo:
Lendo-se o livro de Salmos, vemos que os louvores têm sempre um FUNDAMENTO, uma CAUSA. Tipo:
ou o cântico de Moisés e o povo em Êxodo 15 (recomendaria que lesse)."Rendei graças ao Senhor PORQUE Ele é bom" (Sl.136:1)
Não sei, como sempre, se estou conseguindo ser claro o suficiente....
O louvor precisa vir do interior, da alma do cristão. Quando as pessoas começam a cantar hinos e cânticos de louvor que foram gravados por outrem, que viveu experiências fortes e marcantes com o Senhor, mas sem que isso venha do interior, da alma, está se utilizando da música, da melodia, da expressão cantada da mesma forma como os ímpios se utilizam da música nos bares, nas boates, nas festas e nas casas de dança. Em outras palavras: quando as pessoas tristes, magoadas, angustiadas vão às igrejas, e se alegram com os cânticos, e se deixam conduzir pelas emoções produzidas pelos louvores, SEM antes consertar o altar (I Reis 18:30), o louvor cantado estará tendo a mesma serventia da música nos bares para quem estava triste. Seu efeito é passageiro, transitório. O louvor tem que fluir de dentro para fora, e não o contrário.
Repita-se: o louvor é fruto, é produto, é conseqüência do que o Senhor Deus fez (e faz) por nós. E não o fundamento de uma vida cristã.
O Senhor tem feito maravilhas na vida do(a) amado(a) leitor(a)? Então cante louvores. Se não tem, então, primeiro, conserte o altar (Atos 15:16). E então o seu louvor será puro e verdadeiro (Isaías 30).
Parte 2
Estamos falando (escrevendo) sobre louvor e adoração. Na primeira parte, lamentavelmente, fizemos apenas algumas pequenas considerações sobre o louvor. Na presente, lamentavelmente, pretendemos fazer apenas mais algumas pequenas considerações sobre a adoração. Não posso falar (escrever) muito, sob pena de não ter leitores.
Dito isto, podemos prosseguir.
A palavra "adorar" tem diferentes significados e sentidos, de acordo com o contexto em que são colocadas. Tipo: "adoro peixe defumado"; "Rodolfo Valentino foi um ídolo adorado"; ou
Dito isto, podemos prosseguir.
A palavra "adorar" tem diferentes significados e sentidos, de acordo com o contexto em que são colocadas. Tipo: "adoro peixe defumado"; "Rodolfo Valentino foi um ídolo adorado"; ou
"Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal; sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia." (Apo.19:10).
Vamos tentar falar sobre adoração, no sentido bíblico, e não no sentido coloquial ou gramatical da palavra.
Adoração, conforme já colocado, não se confunde com louvor. São duas coisas distintas, muito embora essa distinção não seja do conhecimento da maioria dos participantes da igreja. Enquanto que o louvor é
a adoração não precisa de motivos."fruto de lábios que confessam o nome de Jesus" (Heb.13:15)
Vou ver se consigo ser mais compreensível. Não existe amor à primeira vista. Existe paixão à primeira vista. Precisamos aprender a amar as pessoas. Elas precisam cativar nosso amor. Nós precisamos cativar seu amor. Mas há certas pessoas que não precisam fazer nada para que as amemos. Nós as amamos simplesmente pelo que elas são: nossos filhos. Nossos filhos não fizeram nada para que os amássemos. E nós os amamos pelo simples fato de serem nossos filhos. Quem tem filhos e os ama entende o que quero dizer.
Por que amamos nossos filhos desde antes de nascerem? Não sei. Não há explicação. Ao contrario das demais pessoas que precisam cativar nosso amor, o amor pelos filhos nasce com eles. Aliás, já existe antes mesmo que nasçam (mas nós temos que cativar o amor de nossos filhos).
Assim também deve ser a adoração. Não precisa de motivos, de fundamentos. Deus não precisa fazer nada para que O adoremos. Senão não é adoração. É louvor.
Para que um cristão comece a ADORAR a Deus, precisa ter comunhão, conhecimento, contato, ligação com Deus. Se assim não for, estaremos na mesma adoração dos habitantes de Atenas (Atos 17).
Adorar a Deus é reconhecer e confessar a sua glória, o seu poder, a sua majestade, a sua magnifência, não importando o que Ele faça ou deixe de fazer. A adoração é pelo que Deus é.
Na adoração, nos humilhamos diante de Deus, reconhecemos e exaltamos a glória, majestade e poder. Às vezes mesmo sem palavras.
Na adoração nada se pede, nada se reivindica, nada se agradece. Apenas se exalta, se glorifica ao Senhor nosso Deus. Apenas... se adora, e se alegra pela simples presença de Deus.
Na adoração nada se pede, nada se reivindica, nada se agradece. Apenas se exalta, se glorifica ao Senhor nosso Deus. Apenas... se adora, e se alegra pela simples presença de Deus.
"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos." (Hab.3:17-19)
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